Crítica: Fúria de Titãs

Fúria de Titãs:

Cada vez mais os homens perdem suas crenças nos deuses gregos e Zeus(Liam Neeson – Busca Implacavel) não está contente com isso, sem as preces dos homens os deuses do Olimpo começam a ficar fracos e perder seu elixir eterno. Sabendo disso, Hades(Ralph Fiennes – Harry Potter) o irmão traiçoeiro de Zeus propõe uma medida drástica para que os homens voltem a crer em seus deuses. Zeus aceita e Hades vai até Argos transmitir a mensagem dando aos homens um limite de 10 dias para que eles sacrifiquem a filha do rei, Andrômeda(Alexa Davalos – O Nevoeiro), demonstrando seu amor aos deuses, ou esperem até que a fúria dos deuses, o Kraken, seja libertada e destrua os homens. A salvação dos homens está nas mãos de Perseu(Sam Worthington – Avatar) que descobre ser um semideus.

O Fúria de Titãs(2010) trata-se de uma refilmagem do Fúria de Titãs de 1981, mas o que era para ser uma coisa ótima acabou se tornando em um filme superficial. O filme é tão corrido  no meio de tantas sequencias de ação que a história e os atores acabaram mal aproveitados.  Visualmente o filme faz bonito, mas nada que seja surpreendente, é um filme realmente agradável de se ver, somente em alguns momentos dá uns deslizes como a roupa dos deuses que chegam a brilhar tanto que mal da para ler a legenda.

Em suas tantas sequencias de ação o filme se resume a lutinhas e breves pausas onde os atores tentam desenvolver seus pifios personagens, com atuações quase que inexpressivas. O maior problema do filme é esse, o publico não consegue simpatizar muito com os personagens graças as cenas de açao. Liam Nesson que é um ator bom interpreta com tanta vontade que sua frase mais marcante é “release the kraken”, fora Ralph Fiennes que faz um Hades com uma voz de dar vergonha nos personagens mais roucos da  história do cinema, nem Sam Warthington consegue roubar a cena nesse filme, o destaque realmente fica para os irmãos que caçam seres mitológicos que surgem e desaparecem do nada na jornada de Perseu.

Algumas sequencias de ação são tão mal executadas que não da para saber quem morre e quem vive, outro deslize é na batalha contra os escorpiões onde o vestido de Io que era tão grande no resto do filme virar um vestido grudado para mostrar as curvas de Gemma Arterton, fora a atuação ridicula do “boneco” Djinn, personagem tosco e ridiculo que serve para dar uma explosão a mais no filme. Draco que é um tipo de anti-herói insiste para que Perseu use as armas que algumas divindades enviaram a ele  como o sabre de luz mitológico e o Pegaso, mas Perseu recusa usar as armas porque ele quer realizar tal façanha como um “homem”, acontece que no final ele cede e utiliza as armas que foram enviadas a ele, se tivesse usado essas armas antes ele teria salvado mais da metade do elenco.

A trilha sonora que aqui é assinada por Stephen Coleman também não marca grande presença, se eu escutei uma ou duas musicas posso dizer que são tão parecidas que parecem ser iguais. O diretor Louis Leterrier não se esforçou para criar um filme no minimo convincente. O climax do filme é quando Perseu finalmente confronta o Kraken, que dura aproximadamente 5 minutos e acaba desapontando, apesar de ser a cena mais bela do filme.

Com seus quebra-paus constantes o Fúria de Titãs decepciona fãs do original e os espectadores que deram uma chance ao filme. Com o preço do ingresso ficando cada vez mais salgado recomendo esse filme apenas as pessoas que realmente querem ve-lo.

NOTA: 2.0/5.0

Confira o trailer aqui:


Publicado em Críticas por Matheus Fragata. Marque Link Permanente.

Sobre Matheus Fragata

Formado em cinema pela UFSCar seguindo o sonho de me tornar Diretor de Fotografia. Sou apaixonado por filmes desde que nasci, além de ser fã inveterado do cinema silencioso e do grande mestre Hitchcock. Acredito no cinema contemporâneo, tenho fé em remakes e reboots, aposto em David Fincher e me divirto com as bobagens hollywoodianas. Tenho sonhos em 4K, coloridos e em preto e branco. Sempre me emociono com as histórias contadas por esta arte. Agora busco a oportunidade de emocionar alguém com as que tenho para contar

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