Crítica: Pânico na neve

Pânico na Neve(Frozen)

Pânico na Neve é um daqueles filmes que aposta na tensão do espectador, exatamente como Mar Aberto.

O filme traz a história de três amigos que estavam em um parque de esqui, até que resolvem dar uma ultima descida na montanha, momentos antes de o parque fechar, só que para chegar até o topo da montanha é preciso pegar um teleférico e depois de uma sucessão de eventos eles acabam presos no teleférico com uma altura superior a 20 metros, porém o maior problema não é esse, porque o parque só volta a reabrir na sexta e o dia que eles foram ao parque é domingo. Para não morrerem congelados os três fazem de tudo para tentar descer do teleférico e salvar suas vidas.

Com atores pouco conhecidos e com pouca experiencia é dificil dizer que eles são bons, porque não são, entre varias epifanias que os três tem em cima do teleférico nenhuma chega a emocionar, em mim chegou a provocar momentos de riso, talvez até seja um pouco de sadismo da minha parte, mas realmente é hilariante. Somente nas partes de tensão(existem algumas partes de descontração com piadinhas do Joe) eles conseguem deixar o espectador roendo as unhas.

O  que realmente incomoda nesse é a sonoplastia, que é bem nojenta, vai de lobos que uivam/rugem/grunhem como ursos até a dilaceração da carne do coitado jogando-se a própria sorte do teleférico para ver o que que ia dar, fora essa cena que é ridicula, parecia que tinham colocado uma camera num peito de um manequim que tinha sido atirado do alto, essa cena se passa em 1ª pessoa. Quase todos os sons desse filme são irreais, já vi amigos meus quebrando as pernas, mas nenhum deles fazia “ squish, squash, plosh” é simplesmente ridiculo, fora que esse barulho é capaz de causar extremo desconforto para sensíveis.

Durante as epifanias dos coitados dos personagens a trilha sonora aperece com umas musicas de doer o coração, nem novela mexicana é mais melenta que as musicas desses momentos, que são instrumentais.

O diretor Adam Green consegue manter a tensão, o desconforto, o frio, até mesmo a dor que os personagens sentem através das cameras, que são limitadas, pois são poucos planos que da para se fazer com 3 pessoas sentadas em um teleférico : uma de cada lado, close-ups nos rostos dos personagens, uma camera filmando de baixo para cima e algumas para a paisagem.

Com todo o mérito de filme de suspense que mantem o espectador ansioso, desconfortavel, tenso, descabelado e se sentir mal por não poder fazer nada pelos três coitados, alem de dividir o maldito frio que eles passam, merece ser assistido, o filme da suas derrapadas, mas com certeza fazia tempo que um filme de terror/suspense não me deixava tão ansioso assim e com certeza muitas pessoas também devem ter sentido a  mesma coisa. Moral da história: o frio é psicológico e o ar-condicionado da sala que você estiver assistindo também.

NOTA: 3.5/5.0

Confira o trailer aqui:


 

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Publicado em Críticas por Matheus Fragata. Marque Link Permanente.

Sobre Matheus Fragata

Formado em cinema pela UFSCar seguindo o sonho de me tornar Diretor de Fotografia. Sou apaixonado por filmes desde que nasci, além de ser fã inveterado do cinema silencioso e do grande mestre Hitchcock. Acredito no cinema contemporâneo, tenho fé em remakes e reboots, aposto em David Fincher e me divirto com as bobagens hollywoodianas. Tenho sonhos em 4K, coloridos e em preto e branco. Sempre me emociono com as histórias contadas por esta arte. Agora busco a oportunidade de emocionar alguém com as que tenho para contar

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