Crítica: Príncipe da Pérsia

Principe da Pérsia: as areias do tempo

Já é longo o romance na história dos games que foram adaptados para as telonas, porém tudo sempre acabava como em Romeu e Julieta: uma grande tragédia.  A história de horror das adaptações de games chegou em seu ápice quando Uwe Boll começou a dirigir esses filmes, foram milhares de tragédias: BloodRayne, Postal, FarCry… , mas felizmente não é isso que ocorre em Principe da Pérsia, que assume o pódio das melhores adptações de games para os cinemas.

O filme se baseia no game “Prince of Persia: The sands of Time” onde o jovem principe Dastan obtem uma adaga capaz de voltar alguns breves momentos no tempo.

No filme Dastan(Jake Gyllenhaal) é um garoto orfão que vivia nas favelas da Pérsia até que demonstra coragem na frente do rei e acaba sendo adotado por ele. Quinze anos depois Dastan e seus irmãos de sangue real Garsiv e Tus, mais um exercito, partem para a cidade sagrada de Alamut, atacando-a baseando-se na informaçao dada pelo seu tio Nizam(Ben Kingsley) que a cidade esta fornecendo armas para nações inimigas, onde lá que Dastan encontra a poderosa adaga.

O diretor Mike Newell sabe o público que quer atingir, no caso os fãs do jogo, mostrando sequencias que lembram objetivos do game, lutas com chefões etc.

Jake Gyllenhaal, depois de ter treinado muito para ter um bom preparo físico( Dastan poderia ir para as Olimpiadas porque nenhum ginasta supera as acrobacias que ele “faz” no filme) cria um herói com carisma e bem humorado, porém ingenuo em suas decisões. Gemma Arterton, o par amoroso do herói, é insuportavel nos primeiros minutos da projeção com a sua voizinha aguda, mas nada que você não se acustume depois de algum esforço, mas como sempre não convence muito como princesa. Quem definitivamente rouba a cena nesse filme é Alfred Molina interpretando o xeque Amar, personagem que Dastan encontra ao longo de sua jornada, Molina não deixa espaço para os outros atores, seu personagem é extremamente cômico e caricato, simplesmente genial sua atuação. Ben Kingsley que é Nizam na trama parece não ter se esforçado, criando um personagem monotono de poucas falas e momentos.

Os efeitos visuais no filme são impressionantes, mas nada que já não tenha sido superado, destaque para o efeito das areias do tempo que realmente beiram a perfeição. A trilha sonora que é assinada por Harry Gregson-Williams não impressiona, mas faz seu papel boa parte do filme.

O roteiro tem lá suas falhas, por exemplo o final do filme que é meio engolido, não da para saber quem é o responsavel pelo ocorrido, pelo menos não fica esclarecido.

Assumindo a liderança de qualidade de filmes de games, Principe da Pérsia faz juz à seu nome, também com um mega orçamento de US$ 200 milhões de dólares já era esperado que não iria desapontar mesmo. Com suas acrobacias e voltas no tempo Principe da Pérsia é um filme recomendado a todos que querem ter um bom divertimento no cinema.

NOTA: 3.5/5

Confira o trailer aqui:


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Publicado em Críticas por Matheus Fragata. Marque Link Permanente.

Sobre Matheus Fragata

Formado em cinema pela UFSCar seguindo o sonho de me tornar Diretor de Fotografia. Sou apaixonado por filmes desde que nasci, além de ser fã inveterado do cinema silencioso e do grande mestre Hitchcock. Acredito no cinema contemporâneo, tenho fé em remakes e reboots, aposto em David Fincher e me divirto com as bobagens hollywoodianas. Tenho sonhos em 4K, coloridos e em preto e branco. Sempre me emociono com as histórias contadas por esta arte. Agora busco a oportunidade de emocionar alguém com as que tenho para contar

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