Crítica: A Origem

Crítica: A Origem (Inception)

O filme conta a história de Cobb (DiCaprio) um extrator de ideias da mente das pessoas enquanto sonham, porém em algum lugar de seu misterioso passado ele fez alguma coisa que o tornou um criminoso, nem ele mesmo consegue se perdoar do que fez, mas quando um empresário chamado Saito faz uma proposta que ele não pode recusar a esperança volta ao coração de Cobb. Acontece que a missão que Cobb aceita é muito mais complexa e exige uma equipe totalmente nova e competente. Ao invés de extrair ideias e descobrir o que as pessoas pensam, ele precisa inserir uma ideia na mente de sua vítima.

Sim, desta vez é oficial, Nolan finalmente conseguiu, ele atingiu sua obra-prima, a sua meta quase foi atingida em O Cavaleiro das Trevas, porém a A Origem é um filme simplesmente fora dos paramêtros do cinema atual. É visionário e distópico(no aspecto que as pessoas já não conseguem sonhar mais, então o sonho vira a nova droga do homem, que o enlouquece pouco a pouco a ponto de não conseguir distinguir mais o que é realidade e o que é imaginação). É o filme cult da década.

Tudo no filme funciona perfeitamente, a fotografia é revolucionária, o som e os efeitos visuais são impecáveis e a história é extremamente intrigante. DiCaprio deu um salto em sua carreira esse ano, começou com A Ilha do Medo de Scorsese e agora continua com A Origem, ele já não é mais um ator amador e consegue a simpatia e a compreensão do público pelo seu personagem.

Ellen Page, que disputou o Oscar em melhor atriz por Juno não desaponta, ela simplesmente está ótima no filme como Ariadne, a nova arquiteta de Cobb, ela cria uma personagem inquieta e inteligente que é vital para o desfecho do filme.

Joseph Gordon-Levitt de 500 Dias com Ela, está brilhante no filme, sua química com DiCaprio e Ellen Page é muito boa. Nolan selecionou um elenco muito eclético contando com Ken Watanabe, Cillian Murphy, que tem o seu momento no fim da fita, Tom Hardy, o canalha do “bem”, e Dillep Rao, o ator mais fraco do filme. Michael Caine conta com uma participação especial no filme como o pai de Cobb.

Marion Cotillard serve apenas como um estereótipo de vilã, fazendo uma personagem que não consegue ter tanto destaque quanto sua importância.

A fotografia é genial, acompanhada por diversos efeitos visuais e camêras lentas que encaixam perfeitamente a trama e dão aquele clima do sonho que estão todos dentro. O roteiro do filme não subestima o seu público, ele não se auto explica toda hora, apenas no começo para o espectador ficar totalmente imerso na experiência proporcionada pelos 146min muito bem gastos.

O filme é extremamente dinâmico e em momento algum chega a ser maçante, a trilha sonora ajuda bastante nesse aspecto. Hans Zimmer de novo com seus trombones e violinos faz o espectador ficar ainda mais tenso.

Destaques para as cenas do café, dos cinco minutinhos e da sequência em gravidade zero que são simplesmente de tirar o folêgo.

Com certeza todos os que quiserem ter um excelente entretenimento devem ir assitir o filme e certamente devem reve-lo também para tentar achar algum detalhe que passou despercebido pela primeira vez. E lembrem-se os sonhos nunca estão a mais de um passo de distancia: basta fechar os olhos.

NOTA: 5.0/5.0

Confira o trailer aqui:


Publicado em Críticas por Matheus Fragata. Marque Link Permanente.

Sobre Matheus Fragata

Formado em cinema pela UFSCar seguindo o sonho de me tornar Diretor de Fotografia. Sou apaixonado por filmes desde que nasci, além de ser fã inveterado do cinema silencioso e do grande mestre Hitchcock. Acredito no cinema contemporâneo, tenho fé em remakes e reboots, aposto em David Fincher e me divirto com as bobagens hollywoodianas. Tenho sonhos em 4K, coloridos e em preto e branco. Sempre me emociono com as histórias contadas por esta arte. Agora busco a oportunidade de emocionar alguém com as que tenho para contar

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