Crítica: Os Mercenários

Os Mercenários (The Expendables)

Não há muito sobre o que falar de um filme que já vem com a premissa de apenas assisti-lo sem muitas preocupações – você vai assistir sanguinolência e mutilações e ponto final.

O filme retrata a história Barney (Stallone cada vez mais repuxado) e seu grupo de mercenários contando com o elenco testosterona de Jason Statham, Jet Li, Mickey Rourke, Dolph Lundgren, entre outros com os bíceps maiores que a cabeça. Stallone recebe uma missão de Mr. Church (Bruce Willis) para deter um ditador descontrolado e influenciado por um canastrão ex-CIA em alguma ilha ficticia perdida no mundo.

Mercenários é como qualquer outro filme de ação que se preze, com muitas explosões e violência de sobra. Afinal, não é preciso pedir mais do que isso. Porém o maior problema do filme, além de erros sequenciais estratosféricos (destaque para a cena do cais, da chave de braço de Stallone e a bala perdida que atinge o mercenário “terapia” do grupo) , são as pausas entre uma cena de ação para outra para desenvolver os personagens que são demasiadamente longas. Apenas a pausa para centrar mais em Tool, personagem de Rourke, vale a pena.

O roteiro é bem engraçado, é impossível assistir ao filme sem dar boas risadas (mega destaque para cena com Stallone, Willis e Shwarzenegger). Além de engraçado, é muito simples e linear, o que não é uma coisa ruim – cumpre o papel de roteiro de filme de ação.

As atuações seguem com mesma qualidade da fita, ou seja, todos os atores parecem se divertir no filme. Apenas Itié com sua cara robusta não manda muito bem, graças ao seu inglês de segundo grau de escolas brasileiras.

Mercenários é um filme bem despretensioso, chega com a promessa de filme de ação do momento e cumpre seu papel sem maiores esforços. Entre mil e uma balas, Mercenários é um filme indicado para todos darem uma conferida, ele é bem humorado, muito divertido, explosivo e testosteronático. É quase impossível sair do cinema sem se sentir mais másculo depois do filme.

NOTA: 3.5/5.0

Confira o trailer aqui:


Publicado em Críticas por Matheus Fragata. Marque Link Permanente.

Sobre Matheus Fragata

Formado em cinema pela UFSCar seguindo o sonho de me tornar Diretor de Fotografia. Sou apaixonado por filmes desde que nasci, além de ser fã inveterado do cinema silencioso e do grande mestre Hitchcock. Acredito no cinema contemporâneo, tenho fé em remakes e reboots, aposto em David Fincher e me divirto com as bobagens hollywoodianas. Tenho sonhos em 4K, coloridos e em preto e branco. Sempre me emociono com as histórias contadas por esta arte. Agora busco a oportunidade de emocionar alguém com as que tenho para contar

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