Crítica: A Ressaca

A Ressaca(Hot Tube Time Machine)

Quando fui assistir o filme não estava nem um pouco empolgado, esperando que fosse mais algum besteirol, uma cópia de “Se Beber, Não Case” , mas não foi isso que eu encontrei. Pela minha surpresa o filme é assustadoramente bom.

Quatro amigos( Adam, Jacob – sobrinho de Adam,Nick e Lou) que estão cansados da vida tediosa que levam, resolvem ir ao Kodiak Valley Ski Resort(lugar super badalado nos anos 80) após uma “aparente” tentiva de suicídio de Lou para aliviar as tensões.

Chegando lá, descobrem que o lugar virou uma bagaça totalmente sem graça, sendo a única coisa para fazer lá é tomar um porre na jacuzzi do hotel onde acabam derrubando uma bebida russa de Lou no fusível da banheira que acaba os levando de volta à 1986.

O roteiro do filme é super engraçado e consegue transformar um tema que já foi explorado diversas vezes em algo bem original. Algumas pessoas podem se ofender com algumas piadas bem grosseiras, eu não me ofendi, muito pelo contrario eu ria o tempo todo das piadas do filme. A história é muito engolida, é o tipo de filme que você tem que assistir e aceitar a história sem pestanejar porque isso não o levará a nada a não ser ficar irritado e não curtir o filme.

O quarteto principal de atores é fantástico, John Cusack está ótimo, pela primeira vez deu para simpatizar com esse ator, pelo menos para mim. Clark Duke, o ator mais novo, é bem engraçado também e consegue divertir o público com umas sacadas rápidas. Agora realmente quem são o destaque do filme é a dupla Craig Robinson e Rob Corddry, todas as cenas que eles estão são as melhores do filme graças às caras e bocas dos dois. Álias esse é um ponto alto do filme, as expressões faciais são tão boas quanto as do “Se Beber, Não Case”.

Até os efeitos visuais do filme conseguem impressionar que só são notáveis no fim do filme com um certo exagero.

A trilha sonora do filme é animal, contando com David Bowie, New Order(\o/), Motley Crue e Craig Robinson reunindo vários clássicos do anos 80. O figurino, os penteados e até mesmo as gírias dos anos 80 estão lá. Tudo realmente muito bem trabalhado.

A direção de Steve Pink é bem interessante, conseguindo misturar cenas cômicas e cenas com uma abordagem mais pesada/dramática sem exageros e sem tirar o ritmo do filme.

Deixando uma mensagem/lição de moral bem elaborada “A Ressaca”(apesar de seu nome traduzido ser uma m$@%¨!) impressiona. Indico o filme para todos os interessados e para os que não estiverem muito empolgados em verem besteiróis ultimamente, certamente irão sair com um grande sorriso no rosto, assim como eu.

NOTA: 3.5/5.0

Confira o trailer do filme:


Publicado em Críticas por Matheus Fragata. Marque Link Permanente.

Sobre Matheus Fragata

Formado em cinema pela UFSCar seguindo o sonho de me tornar Diretor de Fotografia. Sou apaixonado por filmes desde que nasci, além de ser fã inveterado do cinema silencioso e do grande mestre Hitchcock. Acredito no cinema contemporâneo, tenho fé em remakes e reboots, aposto em David Fincher e me divirto com as bobagens hollywoodianas. Tenho sonhos em 4K, coloridos e em preto e branco. Sempre me emociono com as histórias contadas por esta arte. Agora busco a oportunidade de emocionar alguém com as que tenho para contar

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