Crítica: “Resident Evil 4: Recomeço”

Resident Evil 4: Recomeço (Resident Evil Afterlife):

Depois de duas adaptações medianas e uma mais ou menos boa, o clássico jogo da Capcom finalmente ganha um filme que consegue sair bem na fita.

O mundo está acabado depois de quatro anos da infestação do vírus-T com cada vez menos sobreviventes. Porém, ainda resta uma esperança para a população: um lugar chamado Arcadia, que promete abrigo, comida e proteção aos não infectados.

Alice e sua balaiada clônica estão em Tóquio explodindo a sede da Umbrella com sede de vingança após seus experimentos em seu corpo. Após a festinha privê de Alice e Wesker, ela tenta encontrar suas amigas (Claire e K-Mart) na tão encantada Arcadia.

Por mais incrível que pareça o roteiro do quarto do filme é tão bom quanto o do primeiro. Consegue seguir uma linearidade boa, um ritmo adequado e foge de alguns diálogos desnecessários, apesar de ser bem sério, puxando para o humor somente no fim do filme.

Milla Jovovich faz seu papel de Alice como sempre, ou seja, sem inovar em nada, a não ser os beicinhos que ela deve ter treinado com Angelina Jolie enquanto explode algumas cabeças no meio dos tantos tiroteios do filme. A nossa querida e polêmica Claire (Ali Larter) consegue melhorar o seu papel graças ao seu maior destaque no filme, conseqüência da inclusão de Chris (Wentworth Miller), falando algumas frases de efeito somente para os fãs ficarem felizes.

A trilha sonora do filme de Tomandandy é típica de filme de ação com piruetas (psy-trance/eletrônica) então deve agradar à quem gosta. Já para quem não gosta, sinto muito! Ao menos, os tiroteios ficam mais intensos.

Eu nunca comentei da edição de um filme antes, mas deste aqui eu terei que citar algumas “pequenas” falhas, propositais ou não, os cortes entre algumas cenas e outras são bruscas demais. Por exemplo, uma cena Alice está numa montanha com seus equipamentos em chamas e suas roupas rasgadas, logo após muda a cena e ela está com uma roupinha de Amelia Earhart e um monomotor sobrevoando o Alasca. Agora me perguntem como ela conseguiu um monomotor e a roupa de aviadora dos anos 30 no meio de um mundo infestado de zumbis tarados por carne. Eu não faço a mínima idéia e certamente nem Milla vai saber lhe responder essa.

A direção de arte do filme é muito boa, mesclando belas paisagens e a Los Angeles pós-apocaliptica com cores sombrias e cinzentas.  Os efeitos visuais do filme sofreram uma melhora visível do terceiro filme para este. Apenas algumas CGs ficaram bem chulas, como o machadão do açougueiro maníaco-zumbi que, às vezes, parece mais um cabo de vassoura com um papelão pintado de guache vermelho.

O efeito 3D ficou ótimo! É o primeiro filme que recomendo para assistir em 3D ao invés da versão convencional, já que o filme foi filmado com câmeras que já gravam no formato. Os efeitos não ficaram chulos como em outros filmes que foram convertidos posteriormente para o 3D. É bem legal receber uns tiros digitais e sangue zumbi nos seus óculos.

Outros detalhes dos filmes que vou apontar, são como algumas seqüências de ação são parecidíssimas com umas cenas da trilogia “Matrix”.  Chega a ser tão parecido que pode até chamar de plágio, vide as clones de Alice caindo da janela atirando para o alto, exatamente igual à Trinity em “Matrix Reloaded”.

A direção de Paul W.S. Anderson fica mesmo em destaque, graças à condução das filmagens com os efeitos 3D, realizadas com maestria.

Depois de alguns anos sem Resident Evil nas telonas, esse chega para arrebentar, é de longe o melhor dos quatro filmes existentes. Com vários zumbis tirados do quinto game da série e uma apresentação de créditos iniciais totalmente dispensável, Resident Evil 4 deixa de ser um filme de terror e torna-se um de ação desenfreada.  Vale à pena dar uma chance a versão 3D da película, vocês não irão se arrepender de gastar um pouco mais no ingresso com esse filme. É demais tentar limpar os óculos quando o sangue espirra em você, confiram.

P.S.: Esperem a cena extra após os créditos dos atores, não precisa esperar até acabarem os créditos finais do filme.

OBS: Atente que a crítica do filme foi feita a partir da versão 3D. Caso assista versão convencional, saiba que pode ter um efeito negativo sobre a opinião do filme já que a maioria da diversão está contida nos efeitos 3d.

NOTA: 3.5/5.0

Confira o trailer do filme:


Publicado em Críticas por Matheus Fragata. Marque Link Permanente.

Sobre Matheus Fragata

Formado em cinema pela UFSCar seguindo o sonho de me tornar Diretor de Fotografia. Sou apaixonado por filmes desde que nasci, além de ser fã inveterado do cinema silencioso e do grande mestre Hitchcock. Acredito no cinema contemporâneo, tenho fé em remakes e reboots, aposto em David Fincher e me divirto com as bobagens hollywoodianas. Tenho sonhos em 4K, coloridos e em preto e branco. Sempre me emociono com as histórias contadas por esta arte. Agora busco a oportunidade de emocionar alguém com as que tenho para contar

5 respostas em “Crítica: “Resident Evil 4: Recomeço”

  1. Ow cara, eu era da sua escola.
    Vi o blog no orkut e por curiosidade eu entrei, muito bem escrito, pretende ser jornalista ou trabalhar com cinema?

    Abraços!

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  2. Grande Fragata, CEO da Fragata Corporations!
    Devo dizer que fico feliz de ver que estás perseguindo seu sonho! Avaliações muito boas por sinal.Só devo discordar de que o filme mereça tantos elogios, sendo que para mim só se salvam os bons efeitos visuais e as cenas de ação frenética.
    Vale dizer que o cara de Prison Break(Serie que eu gosto muito) foi um Redfield ridículo e mto nada a ver, e aquele monstrao tbm tava uma merda.
    Abraços, Seu Parceiro
    Matheus “Pajé” Costa.

    PS:Vou ai em sp em outubro e tava pensando de a gente marcar pra sair.Mas de marcar pra sair mesmo, relembrar os velhos dias.Entrarei em contato, hasta la vista!

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    • Puxa cara, quanto tempo! Fico feliz de ver vc por aqui no meu blog. Avisa sim qnd der uma passada aqui em SP meu sócio número 1. Sim, também concordo que o filme seja ruim, mas eu me diverti demais assistindo em 3d. Ele e o primeiro Resident estão no mesmo patamar de qualidade(mediana por sinal), afinal eles são dirigidos pelo mesmo diretor que não devia ter se afastado do 2º e do 3º Resident, que poderiam ter sido melhores, mas vai saber…
      Abraços ae amigão!
      Matheus

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