Crítica: “Coincidências do Amor”

Coincidências do Amor (The Switch)

Um filme que começa com a mesma cara de comédia romântica, mas após alguns minutos revela-se um belo drama que merece ser assistido.

Jennifer Aniston vive Kassie Larson, uma mulher que já é assombrada pelo medo de não ter filhos graças à idade, eis que surge a idéia de ter um filho a partir de uma inseminação artificial. Já seu melhor amigo Wally (Jason Bateman) não gosta muito da idéia. Na verdade, é apaixonado por ela e em um futuro próximo deseja casar com Kassie.

Na festa de inseminação de Kassie, Wally cai na bebedeira para afundar suas mágoas e graças a esse tremendo porre, unido a um calmante,  acaba trocando o sêmen do doador pelo seu após um acidente.

O roteiro de um filme de comédia romântica é aquela coisa que todos nós já conhecemos, ou seja, mocinho apaixonado por mocinha que após uns eventos ficam juntos e separam-se após um desastre/caca que o mocinho fez à mocinha. Mas após alguns 14 minutos, ele a reconquista e ganha sua eterna paixão com um lindo final feliz. Bem, não posso dizer que o filme foge dessa eterna esquete, mas certamente inova por introduzir um tema discutido e atualizado. Apesar de ser um filme de comédia romântica, o roteiro não conta com muitas piadas e puxa mais para o lado dramático,  muito bom nesse caso. O maior acerto do roteiro do filme é a desenvoltura da relação de Wally com Sebastian (Thomas Robinson), seu filho inseminado. Destaque para um novo preconceito: o que ronda às crianças geradas pela inseminação.

Como sempre Jennifer Aniston ainda é a mesma Rachel do “Friends” que todos nós já estamos cansados de ver. Tudo esta lá, até mesmo aquela cara de indignação que Aniston fazia constantemente no seriado. Ainda bem que ela não é a protagonista do filme, porque senão não valeria a pena assisti-lo. O destaque mesmo fica por conta de Jason Bateman e o garotinho Thomas Robinson, principalmente por Bateman que está incrível, cria um personagem neurótico e cheio de manias, chegando até a emocionar na parte que ele põe Sebastian para dormir depois de uma guerra contra os piolhos. Já Robinson promete ser o novo Haley Joel Osment, o Cole de O Sexto Sentido.

Um dos pontos baixos do filme é a trilha sonora que é fraquíssima, não conta com muitas músicas conhecidas e o tema do filme é bem ruim.

Os diretores Josh Gordon e Will Speck fazem um bom trabalho por aproveitar o grande potencial de Thomas Robinson, além de serem criativos na mudança dos anos que ocorrem durante o filme, acelerando o tempo mostrando as estações do ano através da janela da sala de reuniões da empresa que Bateman trabalha ou mostrando a correria do dia-a-dia nova iorquino.

Com uma abordagem mais dramática, “Coincidências do Amor” deve ser conferido. É triste saber que muitas pessoas irão deixar de assisti-lo achando que não passa de mais outra comédia romântica imbecil que estréiam semanalmente em todas as salas de cinema do mundo.

NOTA: 3.0/5.0

Confira o trailer do filme:


Publicado em Críticas por Matheus Fragata. Marque Link Permanente.

Sobre Matheus Fragata

Formado em cinema pela UFSCar seguindo o sonho de me tornar Diretor de Fotografia. Sou apaixonado por filmes desde que nasci, além de ser fã inveterado do cinema silencioso e do grande mestre Hitchcock. Acredito no cinema contemporâneo, tenho fé em remakes e reboots, aposto em David Fincher e me divirto com as bobagens hollywoodianas. Tenho sonhos em 4K, coloridos e em preto e branco. Sempre me emociono com as histórias contadas por esta arte. Agora busco a oportunidade de emocionar alguém com as que tenho para contar

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