Crítica: “127 Horas”

127 Horas (127 Hours)

Histórias de superação, pessoal ou espiritual, existem e, de uma maneira ou outra, acabam em livros, músicas e, consequentemente, em filmes. Às vezes são fictícias, outras não, como este caso. Ao contrário de Liz Gilbert, aquela de “Comer, Rezar, Amar”, Aron Ralston redescobriu o sentido de sua vida e sua redenção em uma viagem bem desconfortável. Ele não se empanturrou de massas na Itália, nem rezou na Índia e, certamente, não encontrou o amor em Bali. Mas ficou preso num período de cinco dias em uma fenda perdida no meio de um cânion.

Aron Ralston é um engenheiro que adora praticar esportes. Como de costume, viaja para o Blue John Cânion e, depois de algumas horas de escaladas, um acidente acontece, deixando seu antebraço preso em uma rocha. Durante cento e vinte e sete horas, fica aprisionado na fenda do cânion enquanto luta pela sua sobrevivência, contra seus próprios demônios e tenta escapar de sua situação preocupante.

Cada palavra importa

Danny Boyle e Simon Beaufoy escreveram um roteiro dinâmico e muito fluido. Ele não enrola ao jogar o que o espectador quer ver: Aron prende-se na rocha com dezesseis minutos de filme e, durante uma hora, o público conhece um pouco mais de sua história. O aspecto mais interessante é a desconstrução de Aron durante as horas nas quais fica preso. No início do filme, é apresentado como um símbolo de independência, confiança, arrogância, livre arbítrio e liberdade ou, como ele mesmo se ironiza, “big fucking hard hero”. Mas depois do acidente, começa a perceber, aos poucos, que, na verdade, não existe ninguém que realmente é dono sobre o próprio destino – isso fica bem explicito durante sua reflexão sobre a rocha. Também começa a perder a confiança e a fé em si mesmo. E isso pode ser notado em que toda vez que ele tenta realizar alguma coisa, sempre profere diversos “por favor”. Fora isso, a escolha do vídeo testemunho para manter os diálogos e o ritmo do filme foi muito inteligente.

Nunca uma frase foi tão válida para descrever um filme como neste caso. Aqui a ideia principal é “dê valor as pequenas coisas”. E, é baseado nesse principio, que o roteiro se sustenta durante bons minutos do filme. Para sobreviver e achar alguma força interna/vontade de viver, Aron recorda-se de momentos de sua vida ilustrados por meio de flashbacks. Muitas vezes, essas memórias são bem superficiais e algumas repetidas demasiadas vezes como, por exemplo, não atender os telefonemas da mãe. Essas recordações poderiam ter sido amplamente exploradas e ganhado um fundo psicológico mais interessante do que apenas o arrependimento de ter errado no passado.

Existe uma coisa um pouco clara na história do filme. Assim que ele fica preso na rocha, Aron prova ser um montanhista muito bem equipado com lanternas, relógios, infinitos metros de corda, cartões de crédito etc. Mas uma coisa que todos seres humanos carregam todos os dias em seus bolsos, ele não tem em mãos, um celular. Isso prova a imprudência do protagonista que viaja sozinho ao cânion – muitos montanhistas viajam em grupos para evitar acidentes e geralmente carregam pistolas de sinalização de luz, as famosas flare guns. Apesar destes deslizes, existem muitas coisas interessantes como os devaneios e as alucinações de Aron, a ironia que se faz presente algumas vezes e a crítica ao nem tão novo hábito da sociedade: documentar digitalmente todos os momentos vivenciados e claro, o emocionante clímax de tirar o fôlego ou, até mesmo, a consciência de alguns.

Carregando a rocha nas costas

James Franco nunca teve a oportunidade de mostrar realmente seu talento sempre se reduzindo a papéis medíocres. Finalmente, ele provou que nasceu para atuar e nunca esteve tão fantástico como neste filme. Ele se supera a cada cena, mas a melhor delas é sua interpretação caricata no “talk show” que beira a genialidade. Seu timing entre momentos de pânico, insanidade, medo, tristeza, alegria, etc. é perfeito. Como na maioria das cenas do filme, ele fica preso entre duas rochas, era de se esperar que apostasse nas expressões faciais, e foi o que fez. É uma gama tão vasta de caras e olhares representando um turbilhão de emoções que poucos atores conseguiriam fazer com tanta competência e profundidade quanto fez. Ele realmente entrou no papel, entregou um carisma incrível e realizou um feito inestimável em sua carreira.

Um dos contrastes mais antigos do cinema

Os diretores de fotografia, Enrique Chediak e Anthony Dod Mantle, entregaram um trabalho bem polido e limpo visualmente.

No primeiro ato do filme, todas as imagens são bem abertas e claras, predominando o tom alaranjado das rochas, com um forte contraste com o azul do céu. Além disso, muitos planos são diagonais criando uma identidade para o filme. Ela se transforma a partir do segundo ato assumindo uma tonalidade fria, pálida e tenebrosa com closes bem próximos e tremidos ao rosto de Franco. Não chega a ser claustrofóbica, graças as escapadas para os flashbacks, mas certamente é bem desconfortável. Também conseguem criar efeitos de iluminação extraordinários – o melhor exemplo que posso citar é a luz do Sol invadindo a fenda do cânion durante os quinze minutos diários de luz que Aron recebe. Para complementar, a maioria das cenas em que Aron está preso foi filmada em estúdio, ou seja, a iluminação é inteiramente artificial.

Com a ajuda dos efeitos visuais, conseguem capturar imagens sublimes como a interessante transformação do clima árido para o chuvoso em questão de segundos. Aliás, vários planos são criados totalmente pelos efeitos, como o interior do tubo de hidratação da mochila, o interior da filmadora e o interior do braço de Aron.

Outras áreas que merecem belos destaques encontram-se a maquiagem sublime, complexa e detalhada apresentada no clímax e a direção de arte que recria com perfeição o espaço que Aron ficou confinado durante sua agoniante prisão.

Indian Millionaire

A.R. Rahman volta a trabalhar com Boyle após conquistar dois Oscar por seu trabalho em “Quem Quer Ser Um Milionário?”. Superando todas as expectativas, Rahman novamente entrega um trabalho fora do normal criando trilhas versáteis, ecléticas, memoráveis e, quem sabe, imortais.

Durante os segmentos que Aron tenta escapar da rocha, a música “Liberation” e suas variações encantam os ouvidos do espectador, graças sua evolução. Ela é composta por uma batida viciante proveniente de uma guitarra elétrica. Na primeira vez que toca, passa despercebida, assim como a primeira tentativa de Aron para sair da rocha. Já na segunda vez, fica mais agressiva em seu final, ajudada por solos de violinos. A terceira e última vez é impetuosa, desesperada, acelerada, cruel e hipnótica e mais complexa com várias escalas crescentes e decrescentes do violino, além de uma bateria incessante com distorções da batida da guitarra. Todas as músicas do filme são inspiradas, originais e belas – principalmente a indicada ao Oscar – “If I Rise”.

A trilha licenciada é tão boa quanto à original. Porém, se for procura-la para ouvir mais tarde é provável que não saia tão satisfeito quanto no cinema onde as imagens ilustram o ritmo das músicas. A ironia também é expressa criativamente com o uso da música “Lovely Day” de Bill Withers em um dos melhores segmentos do filme.

Boyle Merchandising

Danny Boyle é um diretor único na atualidade se superando a cada trabalho realizado. Ele já começa seu filme dinamicamente ajudado pela edição fundamental de Jon Harris, dividindo a tela em três imagens paralelas, bombardeando o espectador com filmagens da correria cotidiana lotada de pessoas. E isso contrasta bem com a solidão de Aron durante o filme.

A propaganda é bem presente em seu filme, no começo, imagens de vários fast-foods aparecem na tela e no meio, brinca criativamente com a publicidade fantasiosa e ridícula dos refrigerantes, tornando-a uma antagonista do filme, quase mais cruel que a rocha em si. Esse uso de dividir a tela em três aparece diversas vezes durante o filme. Mas, não se preocupe. Ela é feita competentemente sem confundir o público.

O tão polêmico segmento que todos falam é, sim, forte e Boyle não poupa o espectador do festim de sangue. Porém, ele realiza com rapidez deixando a cena com pouco mais de um minuto quando, na verdade, Aron demorou quarenta e quatro minutos para realizar o ato mórbido. Ele consegue criar uma atmosfera envolvente e emocionante familiarizando rapidamente o espectador com o protagonista.

A água é muito enfatizada em seu filme que poderia se chamar até de “Ode à Água”.  Boyle gosta de filmar com closes a água movimentando-se de todos os ângulos possíveis e imagináveis, isso quando não entra dentro dela com a camêra em um movimento fantástico. Ele também sabe ilustrar bem as alucinações e desejos de Aron sem deixar o espectador perdido ou desapontado no meio dos devaneios. Fora isso, merece o destaque de conseguir transformar James Franco em um ator fora do normal.

127 Horas em 94 minutos

“127 Horas” é um filme surpreendente que traz uma história real de superação, força de vontade e desejo pela vida de uma forma completamente única.  É bem forte e não é recomendado para sensíveis ou cardíacos, mas os que não sofrem de tais problemas e encaram o horror de frente, não deveriam perder por nada essa obra contemporânea do cinema e começar a olhar com outros olhos os programas sensacionalistas de sobrevivência transmitidos pela tevê a cabo. Apenas, prepare-se. Você vai participar de uma situação sufocante e única!

NOTA: 4.0/5.0

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Publicado em Críticas por Matheus Fragata. Marque Link Permanente.

Sobre Matheus Fragata

Formado em cinema pela UFSCar seguindo o sonho de me tornar Diretor de Fotografia. Sou apaixonado por filmes desde que nasci, além de ser fã inveterado do cinema silencioso e do grande mestre Hitchcock. Acredito no cinema contemporâneo, tenho fé em remakes e reboots, aposto em David Fincher e me divirto com as bobagens hollywoodianas. Tenho sonhos em 4K, coloridos e em preto e branco. Sempre me emociono com as histórias contadas por esta arte. Agora busco a oportunidade de emocionar alguém com as que tenho para contar

11 respostas em “Crítica: “127 Horas”

  1. Então o roteiro deveria explicar o porquê de um homem em 2003 não ter celular, coisa que não faz.
    A direção de arte é sim perfeita. Já imaginou ficar esculpindo rochas por ai? Ou você pensou que eles ficaram filmando no cânion real (uma coisa super viável para uma produção independente)? Eu havia escrito que as cenas em que Franco fica preso na rocha foram rodadas em estúdio (sim, eu fiz pesquisas).
    Enfim, vou ler o livro que Ralston escreveu e achar a explicação dele não ter celular que muito provavelmente deve ter sido que ele o esqueceu em seu apartamento. Afinal, aquele cara só não esquece a cabeça porque está grudada hauahuahuaa.
    Segue o link da comprovação da existência da direção de arte ¬¬: http://www.awardsdaily.com/FYC/gallery/2010-11/photo.php?id=2167
    Abç

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  2. Não é incabível e inexplicável o fato de Aron não ter levado um celular.. mesmo que ele tivesse um. Dá pra perceber ao longo do filme que ele não queria que ninguém soubesse aonde ele estava indo, aliás, ele até mentiu para o amigo sobre isso. Ele queria se “desprender” do mundo, o que não dá pra fazer com gente ligando no seu celular.

    Ah, o texto tá muito bom, mas não gostei da nota não.. protesto ! hahaha

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    • Ai meu Deus, já vi que o pessoal vai implicar com o fato do celular…
      Para se desprender do mundo basta desligar o celular e enfia-lo no bolso para emergências caso você fique atolado numa rocha. Se bem que o turista que tinha celular também disse que não havia sinal.
      Isso não importa, ele não levou o celular e não foi explicado o porquê enquanto o canivete foi “detalhadamente” esquecido por Aron.
      Sabia que você queria dar 5.0/5.0… obrigado pelo elogio. Que tal complementá-la com uma de suas resenhas maravilhosas =D?

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  3. Depois dessa crítica não perco por nada =D 1º – Um celular não significa que dê 100% de sinal, a não ser que seja celular via satélite (Particular) 2º – Como comentaram ali em cima, ele não queria que ninguém soubesse aonde ele estava, qual é o sentido de se isolar em um lugar e levar seu celular/laptop? ;o
    3º – Muito boa a crítica ;)

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    • Mesmo assim, ele não leva o celular entretando leva camêras, filmadoras, cartões de crédito etc. (se ele estava tão bem equipado, porque esquecer algo tão banal como um celular?).
      É muito difícil acreditar que ele queria apenas desaparecer do mundo sem nenhum motivo aparente (ele não está em depressão e também não é anti-social, como disse na crítica: as memórias apresentadas são muito superficiais e não tocam o assunto como deveria). O roteiro explica a personalidade de Aron aos poucos, mas não dessa forma.
      Eu lerei o livro e ele deve explicar o porquê de não ter levado um celular, ai eu dou um EDIT aqui explicando tudo com fragmentos do livro.
      Obrigado pelo elogio e por lido tudo dessa vez hahaha

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  4. Cris, eu não estava sendo irônico com a Amanda, aliás nos assistimos o filme juntos e eu realmento gosto do que ela escreve.
    Acho que depois de mais de 50 críticas era de se esperar que enfim alguém não concordasse comigo, mas só estava defendendo minha opinião :), aliás sempre fui gentil nas respostas dos comentários (até mesmo quando me xingam e me desmotivam). Havia me esquecido de “Milk” e olha que eu gostei muito filme, mas se olharmos bem também ele estava em todos os “Homem-Aranha”, “Comer, Rezar, Amar” e no inexplicável “Besouro Verde” então ele realmente tem um faro para papéis muito instável. Bom ele foi perdendo a mediocridade, mas o filme definitivo que ajudou ele a perde-la de vez foi “127 Horas”. Eu havia dito que ele se reduzia, nunca que não era um bom ator.
    Como eu disse, lerei o livro e tentarei achar o motivo do celular. Calma gente não estou sendo grosso, só tentando explicar a minha opinião e olha que já formulei a resposta três vezes.
    Cris, mesmo assim eu penso que qualquer montanhista que se preze por sua segurança ou pela sua vida deve levar algum dispositivo eletrônico de comunicação sem ser obrigatoriamente um celular.
    Espero que você não tenha ficado ofendido com a resposta aqui e se eu magooei alguém ai em cima, especialmente você Amanda, peço minhas sinceras desculpas.
    Abraços cara e espero uma resposta sua dizendo se fui coerente aqui no comentário.

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  5. Matheus, talvez vc deva explicar que já fez algumas viagens com turismo de aventura como as descidas nas minas de Minas Gerais, o encontro dos rios em Manaus e os Lençóis Maranhenses. E, em tudo isso, vc viu a necessidade de estar acompanhado porque se acontece alguma coisa com uma pessoa, outra pode ajudar.
    Todo o guia de turismo de aventura que se preze faz isso. Monta equipes com, no mínimo, três. E, se o dono dessa história foi sozinho, bem, ele escapou milagrosamente.
    Parei de assistir o filme aí, quando ele se aventurou sem ninguém, se sentindo dono de tudo como se não houvesse risco nenhum.
    Não é uma questão de educação… É uma questão de bom-senso! E isso faltou de sobra a ele. Quantos conseguiriam ter o sangue-frio dele e resolver a questão do jeito que ele resolveu? Argh…
    Eu, sinceramente, espero que esse filme não inspire ninguém com tendência a morbidez, fazer o mesmo. Quem sofre sempre, com tudo isso, nunca aparece nas telas. Sofre na vida real! Bjs

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  6. Pra mim, o Aron Ralston é um homem que não conhecia o que é limite. Simples assim. Uma pessoa presunçosa, que acredita ter domínio pleno das situações em que se mete. O destino, porém, colocou um freio momentâneo – que não adiantou muito, porque ele continua se aventurando muito, né? Bom, isso, na verdade, é até bom, mostra que mesmo após um susto imenso ele ainda preserva sua personalidade e sua paixão pelas aventuras.
    Danny Boyle tem o hábito de transformar o horror numa arte suave. Ele faz isso em todos os seus filmes. Um vicio parece sempre mais simples do que é; um assalto, também; um assédio, um tiro, idem. Aqui, porem, essa visão não se encaixou nada bem, na minha opinião. Preferia que ele tivesse ousado menos (freando o delírio incontrolável em explorar sua veia pop) e entregasse um filme mais seco, com menso concessões. Não alterar o final de Aron, mas dar uma visão mais assustadora e macabra do episódio, e não ficar firulando com a câmera, segurar a onda na montagem… Enfim.
    A fotografia é sublime mesmo, é uma coisa quase artesanal de tão cuidadosa, adorei. Adorei tanto quanto a ótima atuação de Franco (um ator que há alguns anos aprendeu a escolher papéis e tem aparecido menos). Me envolvi com sua versatilidade e sua inteligência em lidar com os diferentes tons de Aron; ora rindo, ora chorando, ora sonhando, ora tomando sérias decisões.
    Mas só fotografia e atuação não salvam filme.
    Abraço!

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    • Weiner, cada comentário seu equivale a uma crítica completa hahahaha por isso agradeço sempre sua participação aqui no blog =D
      Eu ainda não conheço muito bem a maneira de Boyle dirigir – só assisti esse filme e “Slumdog Millionaire”, mas percebi bastante a presença pop em seus filmes. Ralston é um ser inacreditável – mesmo sem o melhor braço continua se aventurando por ai espero que ele não fique preso de novo. Li alguns comentários sobre o livro que escreveu e percebi que muitos amigos dele deixaram de respeita-lo por causa de sua imprudência e arrogância.
      Achei o filme muito bom, porém não é tudo isso que as pessoas estão falando… Boyle perdeu a chance de construir um drama único e revolucionário.
      Abraço!

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  7. Fantástico o seu texto! Parabéns! Muito bem elaborado em cada aspecto que chama atenção neste filme, como o estilo frenético de Danny Boyle e a fotografia detalhada de forma técnica e apaixonada por você.

    Aliás, o filme é tudo isso mesmo. É sobre sensações, que podem ser “sentidas” e “vistas” graças ao trabalho de Boyle e Franco. A montagem e a fotografia têm papel fundamental no sucesso do filme em colocar eu e você ali, naquele canyon, ao lado de Aron Ralston, apoiando ele, torcendo, sofrendo e vibrando junto. Se isso não é cinema, eu não sei o que é.

    Voltarei aqui mais vezes. E vou linkar teu blog lá no Hollywoodiano.

    Abs!

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    • Muito obrigado, Otavio. Posso até admitir que fiquei emocionado com sua visita ao meu humilde e simpático blog hahaha.
      Boyle é um diretor muito versátil e virei admirador de seus trabalhos. A fotografia muitas vezes consegue ser angustiante colocando-se como uma terceira pessoa que bisbilhota Aron pelas costas – eu a achei fantástica pelo todo e a prova da genialidade dela foi a completa harmonia entre os dois cinegrafistas.
      Tenho esse defeito de ser super detalhista na fotografia (ou melhor, em tudo) e quando assisto um filme que a despreza fico irado de raiva pois é ela que dá todo o lance artístico e “cabeça” ao filme.
      Neste caso a montagem também conferiu um característica única ao filme. Se não me engano, Oliver Stone tentou fazer um lance parecido em “Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme”, mas a divisão da tela ficou tão porca e brega que estragou o filme que já era fraco. Mas em “127” casou perfeitamente, sempre ilustrando a música e dando um ritmo perfeito ao filme.
      Agradeço mais uma vez seu comentário, elogio e o link, Otavio. Espero ver mais comentários seus aqui, pois eles só tem a enriquecer o blog. Ah, aparecerei mais vezes no Hollywoodiano hahaha.
      Abraços!

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