In Memoriam: Elizabeth Taylor

Liz Taylor, mais um mito do cinema, deixa um trabalho de ouro para o cinema mundial.

Liz Taylor, a atriz com encantadores olhos cor de violeta, ou a mulher que nunca deixou de acreditar no casamento (foi casada oito vezes, duas com o ator Richard Burton), morreu hoje, em Los Angeles e deixou um legado de trabalho incrível para os cinéfilos, além de atitudes corajosas que marcaram época em um mundo preconceituoso, usando sua imagem para demonstrar que tudo pode ser mudado.

Com uma carreira iniciada ainda criança – Liz foi descoberta aos 10 anos pela Universal Studios quando filmou “There’s One Born Every Minute” –, a atriz amadureceu frente às câmeras. Trabalhou em filmes famosos nos anos 50, na grande maioria dramas como e Assim Caminha a Humanidade, onde foi atriz principal juntamente com Rock Hudson. Esse filme marcou a trágica trajetória de James Dean, um ator promissor que teve morte prematura em um acidente de carro. Liz Taylor, nessa época, tornou-se amiga dos dois atores com quem contracenou nesse filme, ambos homossexuais e, por esse relacionamento forte entre eles, depois da morte de Hudson por causa da AIDS, tornou-se a grande batalhadora em campanhas para arrecadar fundos para a pesquisa do HIV.

Uma mulher brilhante

A carreira de Liz Taylor foi marcada por personagens marcantes levando-a a ganhar o Oscar duas vezes como melhor atriz por suas interpretações em “Quem tem medo de Virginia Wolf?”, 1967, na personagem Martha, uma mulher de meia-idade casada com George (Richard Burton), dois intelectuais que se amam e se odeiam ao mesmo tempo e, quando voltam de uma festa, oferecem carona a um casal Nick (George Segal) e Honey (Sandy Dennis) e, com todos embriagados a verdade, em um jogo proposto pelo marido dela, transforma a vida deles para sempre.

Em 1961, a atriz já havia conseguido o seu primeiro Oscar por sua interpretação em Disque Butterfield 8, onde interpretou Gloria Wandrous, uma mulher atormentada cheia de casos amorosos que acaba se envolvendo com um homem casado, Laurence Harvey no papel de Weston Liggett, absolutamente problemático.

Elizabeth Taylor fez outro marco do cinema, Cleópatra, um filme que quase quebrou a 20th Century Fox pelo orçamento que de 2 milhões de dólares saltou para 44 milhões, o que seria algo acima de 290 milhões atualmente. A atriz, que viveu a personagem principal, foi a primeira a receber 1 milhão de dólares pela sua participação no filme, algo absolutamente inusitado para a época.

Olhos que marcaram época

Dona de uma voz maravilhosa, seus olhos marcaram todos os filmes que participou. Depois do advento dos filmes coloridos, seus olhos de tom violeta e as espessas sobrancelhas negras foram filmados em close por vários diretores e a sua beleza, impar, transformaram-na em um dos maiores mitos do cinema.

Quem esquecerá a atriz em “A Megera Domada” como Catarina, dirigida por Franco Zeffirelli ou em Gata em Teto de Zinco Quente como Maggie Pollit, a esposa intrometida do advogado Harvey Pollit, interpretado brilhantemente por Paul Newman?

Compulsiva consumidora de jóias, a atriz em uma época de sua vida, ganhou o maior anel de brilhantes do mundo do então marido Richard Burton e, junto com ele, enfrentou várias vezes, um problema sério em família – o alcoolismo. Teve quatro filhos, sendo a última adotada, Maria Burton.

Ganhou prêmios mundiais de cinema e foi à primeira atriz a se dedicar a ações filantrópicas sendo reconhecida mundialmente por isso. O cinema está de luto. Os cinéfilos também. Morreu hoje, 23 de março, aos 79 anos de idade de insuficiência cardíaca.

Memorable Quotes

Big girls need big diamonds.”

“I am a very committed wife. And I should be committed too – for being married so many times.”

“I don’t think President Bush is doing anything at all about Aids. In fact, I’m not sure he even knows how to spell Aids.”

“I have a woman’s body and a child’s emotions.”

“I suppose when they reach a certain age some men are afraid to grow up. It seems the older the men get, the younger their new wives get.”

“It is strange that the years teach us patience; that the shorter our time, the greater our capacity for waiting.”

“I’ve only slept with men I’ve been married to. How many women can make that claim?”

“I’m a survivor – a living example of what people can go through and survive.”

“It’s not the having, it’s the getting.”

“Marriage is a great institution.”

“My mother says I didn’t open my eyes for eight days after I was born, but when I did, the first thing I saw was an engagement ring. I was hooked.”

“People who know me well, call me Elizabeth. I dislike Liz.”

“When people say, ‘She’s got everything’, I’ve got one answer – I haven’t had tomorrow.”

“You find out who your real friends are when you’re involved in a scandal.”

“So much to do, so little done, such things to be.”

“The problem with people who have no vices is that generally you can be pretty sure they’re going to have some pretty annoying virtues.”

Assim Caminha a Humanidade


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Publicado em Especiais por Matheus Fragata. Marque Link Permanente.

Sobre Matheus Fragata

Formado em cinema pela UFSCar seguindo o sonho de me tornar Diretor de Fotografia. Sou apaixonado por filmes desde que nasci, além de ser fã inveterado do cinema silencioso e do grande mestre Hitchcock. Acredito no cinema contemporâneo, tenho fé em remakes e reboots, aposto em David Fincher e me divirto com as bobagens hollywoodianas. Tenho sonhos em 4K, coloridos e em preto e branco. Sempre me emociono com as histórias contadas por esta arte. Agora busco a oportunidade de emocionar alguém com as que tenho para contar

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