Crítica: “Meia-Noite em Paris”

Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris)

Talvez seja exagero dizer que Woody Allen estava perdido em uma abstinência criativa nos últimos tempos. Em 2009, lançou “Tudo Pode dar Certo” estrelando Larry David. Apesar de divertido, o filme era velho em sua essência e não trazia nada de novo na direção de Allen. Ano passado, veio “Você vai Conhecer o Homem de seus Sonhos”. Aquele longa metragem deixou claro que o lendário diretor precisava compor uma obra interessante. O filme carecia de uma história que conquistasse o espectador, Woody estava se baseando em recursos de humor já utilizados, os personagens eram chatos e os atores também não ajudavam. Comecei a me perguntar onde será que estava o Woody Allen que tive o prazer de conhecer em “Vicky, Cristina, Barcelona” em 2008. O filme rodado na Espanha revelava-se ser a obra mais sexy, física e provocante do diretor. Mantendo o cronograma de produzir um filme por ano, Allen volta completamente renovado e pronto para te conquistar mais uma vez.

Gil viaja a Paris com sua noiva, Inez, e seus sogros, John e Helen, as vésperas de seu casamento a fim de buscar inspiração para escrever seu primeiro livro. Lá o casal encontra Paul, um amigo de faculdade de Inez e logo os programas deles resumem-se a sair com Paul. Após uma degustação de vinhos, Gil decepciona-se com a noiva que tem o tratado de modo indiferente há alguns dias. Alegando que gosta de caminhar em Paris a noite para observar suas brilhantes luzes, ele tenta voltar sozinho para o hotel. Bêbado, cansado e perdido, resolve descansar na escadaria de uma igreja, mas seu mundo viria a mudar radicalmente após a badalada da meia-noite. Gil descobre que existe um mundo em que o passado é presente. Lá encontra todos seus ídolos e personalidades históricas dos anos loucos de 1920 que o ajudarão a concluir seu romance.

Paris, Je t’aime

Fazia anos que Woody Allen não escrevia um roteiro com uma história tão boa como esta. Seu roteiro é extremamente imaginativo, criativo, curioso e inteligente. Aqui a simplicidade é o que o torna absolutamente único. É praticamente impossível não se apaixonar por esta nova obra de Allen. Ele mudou radicalmente suas manias ao apresentar vários elementos novos. O principal deles é a abordagem romântica da história, poucas vezes utilizadas em suas obras. O humor também sofre alterações drásticas. Ele abandona o humor ácido evidentemente crítico para um bem mais suave, gentil e bondoso, que se revelou também ser mais agradável – finalmente as piadas abandonaram o caráter infeliz de um personagem rabugento insatisfeito com a vida.

Entretanto, apesar de Woody ter inovado bastante, ainda existem algumas características que são marca registrada do roteirista. Como habitual, a carga irônica da narrativa é bem acentuada. A traição também é presente. As críticas ao nosso modo de vida, hábitos e até a própria sociedade são muito sutis – é preciso estar atento para captar todas. O modo que Allen consegue correlacionar a atualidade com o passado encantador é completamente única. Assim, adiciona mais um significado místico para a hora mágica – a meia-noite.

Além disto, o capricho mais marcante de Allen está em um estado de ebulição nunca visto antes. Existem muitos diálogos rápidos durante o filme – muita informação em questão de segundos. Existe uma falha técnica por parte de nosso País. O filme conta diversas conversações em francês que não são traduzidas pela legenda o que é uma tristeza, pois nunca o espectador vai absorver toda informação que ele oferece. O mais interessante de sua história é que ela conversa com o público. Allen não duvida do intelecto do espectador apresentando detalhadamente cada personalidade fantástica que Gil conhece. Então é necessário que a plateia tenha certo nível cultural para entender as melhores piadas do longa – principalmente a que envolve o cineasta Luis Buñuel.

A história é uma declaração de amor de Woody a Paris e toda riqueza histórica que a cidade e ele faz isso através da riqueza psicológica de seus personagens. E, mesmo com toda a vastidão de personagens interessantes, o roteirista inova com seu protagonista. No início do filme, é impossível acreditar que Gil é o personagem principal da narrativa pelo destaque que ele proporciona aos coadjuvantes ofuscando sua presença. No mundo atual, Gil é subestimado por sua noiva, odiado pelos seus sogros, carece de auto-estima e aparentemente hipocondríaco, porém tudo se transforma quando o personagem cai nos anos 20. Lá ele tem amigos, é prestigiado, sente-se importante por estar entre os maiores nomes da cultura que não o menosprezam de maneira alguma.

Assim Woody faz uma das críticas mais sutis a nossa sociedade. Atualmente, sofremos com o péssimo hábito de dar nossa opinião sobre tudo e todos mesmo que ninguém a tenha requisitado detonando a grande falta de educação. Enquanto no passado, os artistas seguram seu argumento até que alguém o peça. Alguns até preferem nem conhecer a obra do amigo para não afetar o relacionamento. Outra crítica perfeita transmitida por Gil é sobre aproveitar as coisas simples da vida como uma simples caminhada na rua durante a chuva – isso é apontado demasiadas vezes no filme. Outro argumento inteligente do roteirista é o nosso apego pelo passado independente da época vivida. Nunca vivemos o presente como se deveria, mas perdemos nosso tempo sonhando com uma época já extinta causando um sentimento de pseudonostalgia – sempre, no passado, o mundo (e seus habitantes) foi melhor.

Woody também aborda o consumismo de utensílios inúteis – desta vez é importante que o espectador interprete da forma que lhe convém. Novamente o protagonista é um dos muitos alteregos do diretor. O espectador encontrará filosofias – a melhor delas sobre as luzes da cidade – que parecem ser proclamadas da boca do próprio Allen assim como em “Manhattan”. Os diálogos que apresentam estes pensamentos têm um comportamento curioso. Os que acontecem no mundo contemporâneo não chegam nem perto qualidade apaixonante dos apresentados durante os anos 20. Isto é uma jogada inteligente do roteirista que, assim, encontra outra possibilidade de inserir mais uma crítica. Será que a inteligência dos homens regrediu?

Os franceses sempre foram ridicularizados, alvos de piadinhas cretinas em incontáveis filmes americanos, porém aqui acontece exatamente o contrário. Allen confere a maldade, o desinteresse, a ignorância, a passividade e o termo “pseudo intelectual” aos coadjuvantes americanos de sua obra. Entretanto, consegue ampliar sua crítica ao mundo. Nunca o termo “pedante” foi utilizado tão corretamente como neste caso – se pararmos para pensar, vemos que vivemos em uma sociedade pedante, arrogante, burra, cega pela ganância e orgulhosa, que insiste em cometer os mesmos erros e fingir que conhece qualquer assunto, desconhecendo a maioria dos que costuma colocar em pauta.

Voltando para a realidade fantástica da história, o roteirista entrega o conflito majoritário da narrativa – paixão impossível que o protagonista começa a viver. Além de seu affair apaixonado pela Cidade das Luzes, Woody dedica um amor especial aos personagens inspirados nos artistas da década de 20.

Aproveitando a ambientação noturna que a história segue, consegue humanizar os conceituados artistas que Gil encontra inserindo-os em ambientes familiares, coloquiais, confortáveis e despretensiosos. Assim, consegue dar uma dimensão de bondade enorme a esses personagens que esquecem as rivalidades e o stress do trabalho na utopia criada por Woody.

Outro truque inteligente do diretor, ator e escritor é a moderação dos eventos e da inserção de novos personagens em seu texto. Com isso, faz com que o espectador anseie para que o relógio volte a anunciar a meia-noite assim que o protagonista volta para o “mundo real”.

Personalidades reinterpretadas

Owen Wilson tem progredido bastante nos últimos tempos seu desempenho como ator. Ele não é ruim, é apenas mal aproveitado e mal dirigido na maioria das vezes – só que isto não acontece aqui. Sob pressão de Woody Allen, Wilson conseguiu elaborar um personagem encantador com sua interpretação simples e complexa. A linguagem corporal que o ator cria é expressiva. Com uma postura curvada, a cabeça pendida para o chão, passos vacilantes acompanhados da mão sempre enfiada no bolso reforçam a grande insegurança que o personagem sente. Às vezes, o ator pende para o lado caricato da atuação com fantásticas expressões faciais – sim, Owen consegue construir caretas únicas neste filme.

Existe a transformação necessária de seu trabalho, mas não é baseada em expressões corporais e faciais, mas sim na pronunciação de suas falas e seus olhares. Ele consegue transmitir o amor que sente pela época com o entusiasmo de seus diálogos, a inquietude de seu corpo e o olhar estupefato carregados de paixão. O contraste da emoção desenvolvida pelo ator é bem significativa. Assim que abandona o mundo fantástico e volta para o real, toda a expressão de alegria sme e voltam as de felicidade travestida. O ator também consegue trabalhar em harmonia com todo o elenco.

Obedecendo as exigências do roteiro, Rachel McAdams é detestável em cena. Sua atuação é muito boa conseguindo criar a antagonista perfeita. Ela é uma atriz que não regula ou censura os sentimentos da personagem, por isso sua atuação é muito natural e espontânea. Ela aposta em expressões faciais e gestos completamente infantis denotando a figura mimada de Liz. Marion Cotillard é outro destaque do elenco de peso do filme. Sua atuação é completamente adequada à época que a personagem vive. Esbanja elegância em suas cenas com seus traços suaves e delicados. Outro destaque feminino é Kathy Bates. Ela dá a carga humorística necessária a toda cena que participa. Carla Bruni em sua primeira atuação é uma grande surpresa – conseguiu tornar sua personagem consideravelmente interessante.

Corey Stoll também é outro espetáculo em cena enquanto desenvolve Hemingway. Aqui o trabalho com a elocução da fala truncada é bem diferente da apresentada por Wilson. É possível notar a convicção assustadora de Stoll em seus diálogos – realmente encarnou o romancista. A expressão corporal do ator é praticamente perfeita. O andar truculento e bêbado é impressionante – fidelíssimo a personalidade real visto que Hemingway é considerado o escritor americano mais alcoólatra de todos os tempos. “Um homem inteligente, às vezes, é forçado a ficar bêbado para gastar um tempo com suas bobagens” – Ernest Hemingway.

Quem merece um parágrafo totalmente dedicado é Adrien Brody. A única cena que ele aparece já vale o ingresso. Totalmente esplêndido, conquista o espectador logo na primeira frase. Não vou falar qual artista ele encarna para não estragar a ótima surpresa. Sua atuação é de longe a melhor do filme inteiro. O olhar alucinado, compenetrado e avoado proporcionado pelo artista captura a essência da figura genial que interpreta. Além disto, gesticula compulsoriamente para reforçar sua idéia inebriante com expressões faciais exageradas e divertidíssimas.

A Luz da Meia-Noite

O iraniano Darius Khondji mostrou um novo significado para a arte da cinematografia quando trabalhou com David Fincher em “Se7en”. A atmosfera carregada, poluída, porca, feia, nojenta e asquerosa de sua iluminação tenebrosa explicitou o lado visceral esquecido muitas vezes pelo cinema – ganhou um admirador naquele instante. Felizmente, Khondji fez um trabalho bem mais delicado neste filme.

Uma característica que o cinegrafista manteve durante o filme inteiro foi destacar os cabelos dos personagens. Isto é bem visível em Versalhes em que a iluminação refletida pelos cabelos louros de Wilson e McAdams contrasta fortemente o verde saturado das árvores dos jardins megalomaníacos do palácio. O cinegrafista puxa fortes tons amarelos na maioria do filme e isso fica mais intenso quando Gil entra na década de 20. O truque é bem simples, mas a realização é complexa. Ele deixa o fundo do plano bem amarelado e cheio de sombras inferindo o toque vintage necessário a obra, além de reforçar a riqueza cultural da época.

Já a modelagem da luz incidente na face dos atores é outro deslumbre. As fontes de luz são bem suaves deixando a escuridão envolver parcialmente o rosto dos artistas – o efeito comporta-se como uma pintura em movimento. Ele também insere névoas charmosas e românticas nos cenários. Assim, ele desconstrói propositalmente todo trabalho pesado para reforçar o amarelo a fim de tornar a cena palpável, lotada de texturas encantadoras para deixá-la completamente onírica, ilusória e imaterial lembrando ao protagonista que ele não pertence a aquele mundo.

O cinegrafista também aproveita para usar reflexos. Utiliza o recurso com o auxílio de um espelho fosco que embaça a imagem tornando o reflexo algo bem fantasmagórico, porém charmoso. Darius aproveita o reflexo natural da água, vide o estonteante plano geral de Giverny (Monet, realmente, escolheu a dedo o lugar para passar o fim de seus dias e deixar o seu famoso jardim com todos os tons que queria para “impressionar”quem admirasse seus quadros em qualquer ano que fosse visto). Destaque para o cuidado conferido por Khondji na simulação da iluminação interior das cabines dos carros. Nestes planos, consegue distorcer a luz deixando-a brilhante e levemente translúcida.

Todo o departamento de arte é dedicado aos mínimos detalhes para a reprodução dos anos 20. O trabalho da direção de arte é mais notável na decoração inusitada dos cenários do que a composição artística dos mesmos – Paris possui diversas locações conservadas com séculos de idade. O destaque fica para os figurinistas e para os cabeleireiros. O vestuário do elenco é fidelíssimo a época acompanhando até seus estilos musicais como o charleston e o can can. Os recortes dos vestidos mantém a silhueta tubular, sem demarcação dos seios ou quadris respeitando a moda parisiense marcada pela simplicidade e leveza daquele momento. Os penteados femininos trazem mais riqueza cultural ao filme. O estilo à La garçonne de cabelos curtos com forte apelo sexual é desenterrado do séc. XX. O novo filme de Woody é uma enciclopédia completíssima dos anos loucos.

Concepção licenciada

Woody Allen adora trabalhar com músicas licenciadas – é extremamente difícil encontrar um filme que tenha músicas originais. As inúmeras faixas que o diretor escolheu são perfeitas compondo uma coletânea única de canções dos anos 20, 30, 40 e 60. Há um grande destaque para as composições de Cole Porter como “Let’s do It”, “You do something to me” e “You’ve got that thing”.

Mas quem rouba a cena são as instrumentais francesas carregadas de emoção e sentimento. “Si tu vois ma mère” que conta com o som fantástico do sax de Sidney Bechet vira o tema principal do filme pela repetição incontável da música – característica da direção de Allen. Já a outra música que chama a atenção do espectador é a bela “Parlez moi d’Amour” construída pelo inigualável som do acordeon francês.

Infelizmente a trilha sonora do filme ainda não está disponível na internet por isso peço desculpas pela falta de análise deste aspecto do filme. Só posso dizer que a seleta música foi escolhida a dedo e funciona muito bem chegando, inclusive, a emocionar o espectador.

Bonsoir, Messier Allen!

Woody Allen é um diretor de histórias. Não importa se elas são boas ou ruins, simplesmente as transformam em filmes únicos – cada um com seu charme especial. “Meia-Noite em Paris” tem vários atrativos sendo os principais deles, a própria cidade e a vida cultural sempre efervescente . Allen fotografa várias cartões postais no início do longa como ninguém. Ele encontra pontos da cidade belíssimos que provavelmente passam despercebidos pelos próprios parisienses. O diretor enquadra os principais monumentos de Paris com planos distintos que fogem do senso comum surpreendendo pela beleza. As imagens seguem uma linearidade, desde a aurora do dia até a noite encantadora, incluindo belíssimas imagens de uma tarde chuvosa.

Outro aspecto muito interessante do diretor acontece na cena de Versalhes. O modo que ele posiciona os atores no enquadramento transmite outra mensagem. Repare que enquanto Paul anda, aprecia e disserta sobre as maravilhas do jardim, Inez anda atrás dele e atrás dela se encontra a mulher de Paul. E por último, o patinho feio do grupo, Gil acompanha sem muito interesse. Woody exige muito de seus atores e isto não é novidade, porém isso tomou outra proporção neste filme. Diversas vezes no filme, trabalha na base dos planos-sequência – planos que registram uma sequência inteira sem cortes. Utilizando a técnica da Steadicam, acompanha os atores se movimentando no espaço durante o plano-sequência a fim de quebrar a mesmice da imagem. Os planos-sequência de Woody são bem longos então imagine o condicionamento que os atores se submetem para decorar os extensos diálogos da cena.

O diretor foge das edições/mutilações frenéticas dos blockbusters atuais. Geralmente, no meio de um diálogo, a imagem segue o personagem falante. Allen não segue esse padrão. Algumas vezes, ele oculta a expressão do ator que se comunica  para explorar a reação de segundos ou terceiros.

Em diversos filmes anteriores, o cineasta colocava seus alteregos para conversar diretamente com o público pelo contato direto do olhar do personagem com a lente da câmera. Com este filme, Allen deixa mais do que claro que prefere seu lado intelectual como escritor de livros e peças de teatro do que roteirista de Hollywood, tanto que ele foge para Paris e vai conversar com os grandes gênios da literatura em noites especiais e festivas do que discutir suas idéias em ambiente hollywoodiano.

Os atores também foram escolhidos de modo perfeito. Todos se parecem com os escritores, artistas e músicos dos anos loucos. Mais um ponto positivo para o diretor.

Minuit à Paris

“Meia-Noite em Paris” marca um belo retorno para o cineasta que há tempos não realizava um filme tão belo, simples, inteligente, sensível e emocionante como este. Após o termino da sessão, a vontade que fica é de assistir a que vem logo mais. É bem interessante ver como Allen se saiu com o elenco totalmente novo e o trabalho com Owen Wilson e Adrien Brody. Se você está procurando uma comédia doce com uma história encantadora e conhecimento sobre a maravilhosa década de 20, meu conselho é que não perca seu tempo. Apenas vá, delire e aproveite. Agora, só espero a primeira oportunidade de voltar para Paris, procurar a almejada escadaria, aguardar a badalada da meia-noite e embarcar em uma aventura completamente inesquecível. Afinal, a escadaria daquela igreja eu já conheço!

NOTA: 5.0/5.0

Publicado em Críticas por Matheus Fragata. Marque Link Permanente.

Sobre Matheus Fragata

Formado em cinema pela UFSCar seguindo o sonho de me tornar Diretor de Fotografia. Sou apaixonado por filmes desde que nasci, além de ser fã inveterado do cinema silencioso e do grande mestre Hitchcock. Acredito no cinema contemporâneo, tenho fé em remakes e reboots, aposto em David Fincher e me divirto com as bobagens hollywoodianas. Tenho sonhos em 4K, coloridos e em preto e branco. Sempre me emociono com as histórias contadas por esta arte. Agora busco a oportunidade de emocionar alguém com as que tenho para contar

11 respostas em “Crítica: “Meia-Noite em Paris”

  1. Esse filme foi minha melhor surpresa de 2011. Uma delícia, acho que se tivesse 3 horas eu não conseguiria me cansar. E seu texto está magnífico, aplaudo de pé igual a essa obra de Allen. Tu conseguiu captar tudo, está ótimo lê-lo. E nota merecida.
    Abraços.

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    • Haha obrigado, Gabriel. Me esforcei um pouco mais para escrever este texto, afinal é dos meus filmes favoritos. Fico feliz que gostou. Também ficaria assistindo o dia inteiro se fosse necessário.
      Abraços!

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  2. Querido Matheus..
    É simplemente maravilhoso ver uma pessoa jovem como você, escrevendo deste jeito sobre cinema!!
    Parace que nasceu vendo filmes…
    Vi o filme no final de semana e deveria ter lido sua crítica antes de vê-lo.
    E minha vontade de morar em Paris aumentaria ainda mais!!
    Um beijo
    Parabéns por seu trabalho e dedicação!!
    Carmen Paula

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    • Fazia tempo que você não aparecia aqui, Carmen! Obrigado, mas eu quase nasci no meio de uma sessão de “Jurassic Park”.
      Acho que todos ficam com vontade de morar em Paris após assistir ao filme hahaha.
      Beijos!

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    • Obrigado, Otavio. Eu ainda estava no efeito da meia-noite hehehe. Eu também considero o melhor do ano, mas ainda tem “A Árvore da Vida” para bater de frente.
      Acho que para mim também…
      Abraços!

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  3. Cara, não sei nem por onde começar… O filme mais bonito, mais poético, mais encantador que eu assisti em muito tempo!
    Achei o filme sensacional, e não consigo tirar da minha cabeça a relação que esse filme tem com outra obra-prima de Allen, “A Rosa Púrpura do Cairo”, usando da mesma forma um tema fantástico, romântico, com uma comédia bem inocente, ainda assim fazendo suas críticas sutis; e mesmo apaixonado por “A Rosa Púrpura” não sou capaz de negar que “Meia Noite em Paris” é muito mais lindo.
    Sobre o elenco, achei as escolhas excelentes; assim como você, Matheus, gostei das escolhas para os artistas “Vintage”, caíram como uma luva. Nunca achei Owen Wilson um ator ruim, mas aqui ele também me surpreendeu pra caramba. Rachel McAdams, Michael Sheen e os futuros sogros do protagonista fazem personagens asquerosos, no melhor sentido da palavra. E o que dizer de Marion Cotillard? Minha musa, pra mim a melhor atriz de seu tempo, uma atuação cativante e verossímil com a época de sua personagem, talvez pela sua experiência em “La vie En Rose”, que lhe rendeu um Oscar merecidíssimo. Enfim, não há nehum ator, protagonista, coadjuvante ou figurante, de que eu não tenha gostado nesse filme.
    Além de tudo isso, o que talvez mais me cativou na obra foi exatamente essa crítica de Woody Allen, que as pessoas ficam presas a tempos passados, subestimando e ignorando seu próprio, passando pela vida de forma vazia.

    No mais, parabéns de novo, Matheus, sempre fazendo críticas excelentes, e para quem não assistiu, não percam essa obra-prima, nota 10.

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    • Obrigado, Yuri. Seus comentários aqui valem ouro, saiba disto.
      Acho que o filme causa esta reação em todo mundo. É praticamente impossível não se apaixonar pela atmosfera delicada criada por Woody Allen.
      Infelizmente, ainda não tive a oportunidade de ver “A Rosa Púrpura do Cairo”, mas falam para mim que é excelente. Tenho certeza que vou conferir agora nas férias.
      “La Vie En Rose” é fantástico. Não entendi ao certo o porquê de os críticos do exterior terem malhado um pouco o filme. Todas as críticas de Allen são inteligentes. Gostei muito das deste filme.
      Assino embaixo, assistam enquanto está em cartaz! Você vai sair encantado com a meia-noite mágica de Paris.
      Abraços!

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  4. Este filme é um encanto. Sabe, aquele filme que você assiste e, quando acaba, você quer assistir de novo? É esse aqui. Lindo, apaixonante, mexe com a alma da gente, deixa a gente flutuando.
    Muito bem interpretado. Paris, que é um encanto, fica mais bonita ainda. E as músicas, gente? Tudo perfeito.
    Parabéns pelo filme.
    Parabéns pela crítica, perfeita.

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