In Memoriam: Peter Falk

PETER FALK – O HOMEM COLUMBO, ENFIM, TERMINA SEU ÚLTIMO CHARUTO

Uma vez, quando iniciava a minha adolescência, ouvi minha mãe dizer —  “Nossa, você está tão chato quanto o Columbo”. Nem imaginava quem era mas, pelo comentário, fui fuçar no youtube e encontrei o impagável desleixado detetive da série que imortalizou Peter Falk no mundo inteiro. E, nessa época, descobri, que esse seriado, além de ser muito interessante, teve o seu primeiro episódio dirigido por Steven Spielbeg. Hoje, 24 de junho, depois de encarar diversos problemas de saúde e ser portador do mal de Alzheimer e não reconhecer mais ninguém, o ator, que concorreu a dois Oscar como melhor ator coadjuvante, faleceu.

Judeu, filho de pai russo e mãe tcheca, Peter Falk teve um tumor maligno em um dos olhos aos três anos de idade, mas isso não mudou o que sonhava para sua vida. Estudou, fez mestrado em ciências políticas pela Universidade de Siracusa e depois de ter tentado se integrar a agência americana de inteligência, a CIA, iniciou sua carreira como funcionário público e, depois de um tempo, desistiu e foi para a Broadway fazer comédia. Não demorou a ser descoberto por Hollywood, onde estrelou vários filmes e concorreu ao Oscar por “Assassinato S.A.” e “Dama por Um Dia”, dirigido por Frank Capra.

Foi em 1971 que iniciou seu trabalho como Columbo, papel que lhe rendeu quatro Emmys e ganhou, em 73, o Globo de Ouro. Sua atuação como o detetive Columbo foi considerada excepcional e ficou conhecido mundialmente. Utilizando até de seu olho de vidro para compor o personagem, Peter Falk deixou marca registrada, caracterizando-o como ninguém. Além do humor peculiar do personagem, o sobretudo sempre amassado bege e a intuição que fazia com que grudasse no assassino, fez de Columbo um personagem inesquecível.

No cinema, estrelou ainda “Uma Mulher Sob Influência”, “O Jogador”, “Assassinato por Morte” perfazendo mais de 60 filmes. Fez, ainda, “A Princesa Prometida” e “Asas do Desejo”, entre outros. Seu último filme foi “American Cowslip”, onde trabalhou ao lado de Val Kilmer.

Há quase dois anos, não reconhecia ninguém. Só o público, saudoso, reconhecia o trabalho dele. Que o detetive perspicaz encontre todas as pistas para os caminhos do Céu. Ele merece!

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Publicado em Especiais por Matheus Fragata. Marque Link Permanente.

Sobre Matheus Fragata

Formado em cinema pela UFSCar seguindo o sonho de me tornar Diretor de Fotografia. Sou apaixonado por filmes desde que nasci, além de ser fã inveterado do cinema silencioso e do grande mestre Hitchcock. Acredito no cinema contemporâneo, tenho fé em remakes e reboots, aposto em David Fincher e me divirto com as bobagens hollywoodianas. Tenho sonhos em 4K, coloridos e em preto e branco. Sempre me emociono com as histórias contadas por esta arte. Agora busco a oportunidade de emocionar alguém com as que tenho para contar

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