Crítica: “Transformers: O Lado Oculto da Lua”

Transformers: O Lado Oculto da Lua (Transformers: Dark of the Moon)

Em um passado não muito distante, o melhor piromaníaco de Hollywood, Mr. Michael Bay foi cotado para dirigir um projeto milionário. Em 2007, o projeto inspirado nos brinquedos da Hasbro originais de 1984 é lançado. Os fãs de “Transformers” deliram com os efeitos visuais espetaculares, mas só. O filme não tinha nada a mais para oferecer, entretanto era divertido garantindo um bom passatempo. Embalado pelo sucesso espontâneo e o imenso lucro de bilheteria, a DreamWorks e Paramount resolvem reatar a parceria que originou o primeiro filme. Logo, em 2009, os espectadores encontram “A Vingança dos Derrotados”. O filme também foi um sucesso de bilheteria, porém a paciência dos críticos de mundo afora havia se esgotado com as idiotices de Bay e detonaram o filme classificando-o como “O Pior Filme da Década”. Enfim, até o próprio Michael Bay confessou que o filme era uma porcaria sem tamanhos e prometeu que sua redenção estaria na última parte da saga robótica. Bem, não foi exatamente isso o que aconteceu…

Nossa corrida espacial foi em resposta a um evento. Um objeto voador não identificado colide com a superfície terrestre da Lua. Rapidamente, o presidente John Kennedy ordena a NASA arquitetar uma missão tripulada até nosso satélite. “Temos que chegar antes dos russos”, esbraveja o presidente. Em 1969, Neil Armstrong e Buzz Aldrin aterrissam na Lua e vão investigar o obscuro objeto. Voltando ao presente, os Autobots reforçam sua parceria com os humanos fornecendo tecnologia e auxílio em combate. Porém, uma missão em Chernobyl muda o destino do futuro de nosso planeta. Agora, os Decepticons contam com um plano infalível para dominar os homens. Novamente, a esperança da salvação da humanidade reside nos Autobots e no jovem Sam Witwicky.

A Última Metamorfose

O roteiro é do abismal Ehren Kruger. O roteirista deve sofrer de amnésia, pois a história que escreveu é completamente incoerente com a cronologia da série. Lembrem-se, caros leitores, da narrativa do primeiro filme. Sim, o melhor da série, aquele que contava com o sub plot desnecessário dos hackers. Segundo o agente Simmons, o ENB-1 havia sido descoberto, completamente congelado, no séc. XIX. Então como Megatron havia contatado seu parceiro em pleno séc. XX? E porque se ocupar em encontrar o Cubo ou ajudar o Fallen quando o plano maléfico deste filme cairia como uma luva no conflito do primeiro filme?

Entretanto, Kruger tem lapsos de criatividade interessantes. A idéia de situar o início da trama em plena corrida espacial é original, porém não consegue se equiparar ao cuidado que os roteiristas de “X-Men: First Class” tiveram ao encaixar a narrativa na Crise dos Mísseis. Também consegue melhorar alguns personagens que eram chatíssimos em filmes anteriores, como o Wheelie. Até alguns personagens novos conseguem se destacar. Dutch e Jerry Wang são exemplos disto. O roteirista apresenta o novo bichinho de estimação de Soundwave. No primeiro filme, era o escorpião. No segundo, aquela espécie de lince metálico. E, agora no terceiro, entra em cena o melhor deles. O urubu Laserbeak é o mais carismático e cruel dos três. Kruger apresenta pela primeira vez um antagonista humano. O roteirista propõe uma história interessante a Dylan que desperta a atenção do espectador.

Kruger mantém acertos dos filmes anteriores. Por exemplo, a maneira que Bumblebee se comunica. Antes ele utilizava o rádio a fim de se comunicar e alguns movie quotes. Aqui, Bee passa a usar somente movie quotes sendo o mais expressivo “Missed it by that much” do seriado “Get Smart” de 1965. O roteirista também remove as piadas apelativas como a do “saco transformer”, mas as que tomam lugar mal conseguem arrancar um sorriso torto do espectador. Existe um arco conspiratório bem elaborado, mas pouco explorado em seu roteiro. Kruger também muda a imagem de Optimus Prime. Finalmente, o líder autobot recebeu um caimento bad ass em suas atitudes menos tolerantes. Outro aspecto positivo do roteiro são os novos antagonistas. Shockwave e Driller garantem as melhores cenas de ação do longa inteiro.

Porém, o lado Kruger do roteirista prevalece diversas vezes. A história não tem consistência ou profundidade. Tudo é tão raso que o espectador não se importa com nenhum dos personagens. Isso também vem da invulnerabilidade dos protagonistas. Aparentemente, Sam pode ser esmagado por uma nave de trezentas toneladas e sair sem um arranhão. É notável perceber como Ehren se esforça em criar uma história para encaixar as mirabolantes sequências de ação. Infelizmente, o roteirista enche a primeira hora de projeção com cenas irrelevantes para o desenvolvimento da história. Se todas as cenas do trabalho de Sam fossem excluídas, o desfecho do filme continuaria o mesmo. O roteirista também não cumpre o meu desejo mais solícito – minha felicidade seria tamanha se Starscream esmagasse com toda a sua força os insuportáveis Judy e Ron Witwicky, vulgos, pais de Sam. As cenas com estes personagens também são descartáveis. Infelizmente, Ehren não se esforça em aprofundar as relações entre os personagens. O relacionamento de Sam com Carly é no mínimo forçado e inconsistente.

Seu roteiro sofre com o mal da previsibilidade aguda. É impossível acreditar em algum momento nas inúmeras tramóias em que o roteirista ameaça detonar um personagem importante. Ele também não se importa em oferecer cenas épicas para a morte de alguns Decepticons e Autobots evidenciando o caráter “comercial” exploratório de sua história e seu descaso com os fãs destes personagens. Além disto, Kruger tem a constante mania de sumir com alguns dos milhares personagens da narrativa sem dar a mínima satisfação. Isso é muito evidente com Brains e Wheelie no fim do filme. Como sempre temos as significativas frases de efeito. Até que algumas são inspiradas como “You may lose your faith in us, but never in yourselves. From here, the fight will be your own…”, mas outras são simplesmente deploráveis. Por exemplo, “Whoa, little mexican standoff we got here…”. Mas esses detalhes nem se comparam com os absurdos que o roteirista impõe durante o clímax da obra.

Após muitos minutos de tortura chinesa, o espectador encontra o clímax de uma hora de duração que demora uma eternidade para passar. Para encher esse tempo, Kruger faz um ciclo vicioso e perene de plot twists. São inúmeras as reviravoltas que o clímax possui. Obviamente a paciência do espectador também vai diminuindo a cada reviravolta encontrada. Além da repetitividade imposta com essas reviravoltas, o roteirista explora diversas soluções rápidas e fáceis para vários conflitos do clímax sendo o maior deles o diálogo ridículo entre Carly, nova namorada de Sam, com Megatron. Ehren também tem a mania de descrever o que se passa na tela, duvidando da visão do espectador. Por exemplo, quando uma ponte abaixa, três personagens gritam simultaneamente que ela está abaixando. Quando os personagens caem, alguém já proclama “We’re falling D:”. Optimus ainda ordena os Autobots a mirar nos Decepticons como se isso já não fosse óbvio. O roteirista ainda tem a astúcia de insinuar uma relação Batman & Coringa entre Optimus e Megatron.

A certa altura do fim do filme, eu já não agüentava mais a pancadaria desenfreada entre pedaços de sucata. Já não me importava mais se o planeta acabasse estuprado pelos Decepticons. Só queria que uma bomba H caísse no meio do set para que tudo explodisse e o filme finalmente terminasse com alguma mensagem cósmica da caixa-preta de Optimus Prime.

Socialites, gritos e robôs

Shia LaBeouf conquistou Hollywood no primeiro “Transformers”. A naturalidade de sua atuação capturava a atenção do espectador quase que imediatamente. Reprisando o papel pela terceira vez, LaBeouf mantém a atuação energética, mas infelizmente não encontra espaço para inovar. A maioria do tempo, Shia grita com toda a potencia de suas cordas vocais “Bee!” ou “Optimus!”. Às vezes, o ator repete recursos de filmes anteriores como o divertidíssimo grito afeminado. A expressão facial do ator se resume aos diversos olhares expressivos. Shia leva ao pé da letra expressão corporal. Diversas vezes, o ator utiliza o corpo inteiro para revelar seu descontentamento, tristeza e surpresa. A tremedeira é uma característica amplamente utilizada pelo ator. Assim, com algumas expressões faciais bem arquitetadas, Shia torna o clímax um pouco mais verossímil. Ao menos o nervosismo que o personagem transmite é bem convincente. O timing cômico do ator também continua expressivo.

Megan Fox não retorna. Spielberg a demitiu após ela ter comparado Michael Bay com Hitler. Então, eis que chega Rosie Huntington-Whiteley, a modelo da Victoria’s Secret. Antes de conhecer o rosto da garota, o espectador conhece sua vasta bunda e suas pernas torneadas. Enquanto a “atriz” está no primeiro e no segundo ato, se sai consideravelmente bem. Afinal, as cenas destes segmentos exigem apenas a pose de socialite e o sotaque inglês da moça de beleza clássica encantadora. O horror chega ao terceiro ato. Bay pede para que a menina comece a atuar porque aquele é o suposto momento dramático do filme. Então Whiteley atua. E que conceito errado de atuação que esta garota tem. Rosie parece completamente perdida no cenário. As expressões que ela constrói são tão bizarras semelhantes àquelas quando alguém sofre de disenteria. Às vezes Huntigton, sem saber o que fazer para a câmera, esbugalha os olhos quase os fazendo saltar para fora das orbitas enquanto grita desesperadamente – “Sam!!”. A boca entreaberta, lugar comum de várias atrizes de hoje em dia, ataca novamente na atuação da garota.

John Turturro volta com uma atuação mais contida e menos caricata. De vez em quando o ator consegue divertir, mas graças à participação reduzida do personagem na história, Turturro não tem seus momentos levando a crer que ele está deslocado da narrativa. John Malkovich, quase laranja no segundo ato, é um talento desperdiçado no elenco estelar do filme. O ator explora mais sua veia cômica com expressões e gestos exagerados. Quem rouba a cena é o sempre ótimo Ken Jeong. Pela primeira vez tive a chance de conferir o ator explorar diversas expressões faciais fantásticas. Toda a sua atuação e caricata e completamente divertida – consegue fazer as piadas ruins de Ehren Kruger ter graça. O ator também distorce sua voz diversas vezes para reforçar seu apelo cômico.

Alan Tudyk é outro ator que merece destaque. Com expressões bem definidas acompanhadas de seu sotaque alemão, o ator consegue arrancar a melhor piada do filme. Frances McDormand também é outro talento desperdiçado. Sua participação é pouco relevante e sua personagem é chata. McDormand não explora muita coisa. Mantém a mesma expressão na maioria do filme. Fora isso, o que Bay pede para a mulher fazer beira o ridículo. Em um momento do filme, a atriz começa a gritar loucamente com um robô de CGI revoltado. Simplesmente deplorável.

Josh Duhamel e Tyrese Gibson são alegóricos. Estão lá para mostrar seus bíceps e só.  Já Patrick Dempsey se esforça para criar profundidade em seu personagem insistente. Peter Cullen, Hugo Weaving e Leonard Nimoy, o eterno Dr. Spock, destacam-se com o trabalho de vozes eficientes. Cada um com sua voz profunda e rouca.  Kevin Dunn e Julie White completam o elenco. Destaque para Buzz Aldrin em sua participação especial.

Síndrome de Snyder 

A fotografia de Amir M. Mokri respeita as exigências do diretor. Isto é um fato. Qualquer diretor de fotografia que trabalha com Michael Bay sabe que a fotografia será dirigida pelo próprio. Assim, Mokri repete as cores favoritas de Bay. A iluminação amarelada acompanha os dois primeiros atos do filme para então chegar ao ameaçador terceiro ato. Ali as cores ficam subitamente sombrias, acinzentadas e levemente pálidas – a escolha comum para retratar ambientes hostis.

A clássica iluminação azulada também marca presença. Bay costuma utilizar o azul em cenas que acompanham os militares. Isso não muda aqui. O azul é bem significativo nas partes que se passam na Lua. Lá acontece a melhor modelagem de luz e sombras do filme inteiro. A contraluz ofuscante aparece em várias cenas sem o menor propósito, mas é eficiente em deixar a imagem mais bela. As imagens que aproveitam a iluminação incrível do pôr-do-sol retornam. Bay é diretor de texturas. Respeitando as exigências do diretor, Mokri satura em excesso diversas cores do cenário a fim de aumentar o contraste com os personagens. Quando Bay usa closes nas faces dos atores, não é para deixar a expressão mais nítida, mas sim para focalizar as gotas de suor, as feridas, a sujeira dos entulhos, o sangue, etc. com o intuito de patriotizar os personagens.

Entretanto, Mokri também tem seus devaneios de criatividade. O cinegrafista arrisca ao saturar exageradamente o branco em algumas cenas. O efeito quase cega o espectador, porém é interessante. Outras vezes, utiliza tonalidades avermelhadas ou violetas garantindo uma atmosfera diferente para alguns cenários. Os reflexos são extremamente raros em sua fotografia e quando aparecem não são significativos. Ele também usa alguns flashes de luz inteligentes, além de jogar poeira e fumaça no cenário.

Mokri e Bay cometem o mesmo erro que Fong e Snyder cometeram na fotografia de “Sucker Punch”, só que aqui em carga menor. Durante à hora final do filme, o espectador encontra uma imagem mais estonteante que a outra. O apelo visual é tão forte e crescente que acaba se tornando cansativo. É difícil encontrar um plano mal feito ou feio neste novo “Transformers”. O lance deste filme é o visual inacreditável. Não existe moderação no encaixe das imagens belíssimas. É uma seguida da outra sem parar. Vou repetir a analogia que fiz na crítica de “Sucker Punch” – “É como comer seu doce favorito por uma hora interminável. Cedo ou tarde, você acaba enjoando…”

Além da excelente, mas cansativa fotografia, o filme tem outro atrativo a oferecer. E estes são os efeitos visuais deslumbrantes. Logo no início do filme, eles marcam presença. A equipe de CGI caprichou ao construir Cybertron em plena guerra. A complexa arquitetura do planeta logo chama a atenção evidenciando a criatividade da direção artística das animações. A recriação da Lua e do seu “lado oculto” é igualmente fantástica. Até mesmo o visual de alguns personagens é alterado. Bumblebee conta um visual diferente. Megatron aparece completamente deformado, no interior e no exterior, por causa da batalha anterior no Egito. Fora isso, a concepção visual de Sentinel Prime é marcante. Até mesmo as expressões dos robôs é melhor definida. É difícil acreditar que este filme não leve o Oscar de melhores Efeitos Visuais de 2011.

Eles não deixam de surpreender o espectador durante as metamorfoses, agora mais detalhadas do que nunca, quando Bumblebee resgata Sam no meio do ar, na destruição em massa causada por Driller – o segmento do arranha-céu é de cair o queixo, na colisão metamórfica entre dois Decepticons e Ironhide; no cuidado minucioso dos danos causados na carroceria de Optimus, entre vários outros efeitos inacreditáveis. Porém, a Industrial Light and Magic decepciona na modelagem virtual dos homens. Quando os dublês não se arriscam, os bonequinhos virtuais dos atores fazem o trabalho que no caso são feitos com certo desleixo. A direção de arte também é competente. A recriação da geografia da Lua e da paisagem devastada de Chicago é belíssima.

Tendenciosa até o final 

A música de Steve Jablonsky almeja a grandeza. Várias composições são inspiradas e algumas utilizam distorções digitais muito bem inseridas como na variante do tema principal do filme “There is no Plan”. A música ajuda bastante a reforçar a atmosfera envolvente e hipnotizante do filme. Existem composições bem sombrias e carregadas de uma pegada forte nos instrumentos. O grito dos trombones, a bateria compulsiva e o violino forte são orquestrados brilhantemente por Jablonsky em “Im Just the Messenger”.

Entretanto, em outras, Jablonsky carrega o sentimentalismo com leve coro de violinos que expressão profunda tristeza. A música a qual me refiro é a “The Fight Will Be Your Own”. Às vezes, o compositor usa corais proporcionando temas épicos. Sua música tendenciosa é eficiente e cumpre seu papel. Ela ajuda o espectador a vibrar pelos Autobots e encaixa perfeitamente nas cenas de ação. Porém a cara de pau do compositor fica comprovada no momento que plagia abusivamente “Mind Heist” de Zack Hemsey. Para os desavisados, a música de Hemsey acompanhava todos os trailers de “A Origem”.

A trilha licenciada sempre foi expressiva na franquia e aqui a história não muda. Novamente, Linkin Park compõe outra música exclusiva para o filme. Paramore também marca presença. O maior problema das músicas licenciadas é que elas raramente têm a ver com a cena tornando muitas partes do filme meros videoclipes. Isso é fácil de notar quando toca “All that you are” de Goo Goo Dolls enquanto Sam trabalha.

Já a mixagem e a edição sonora são perfeitas A barulheira infernal do terceiro ato comprova isso. É impressionante escutar nitidamente o estilhaçar dos cacos das vidraças, o som das pancadarias explosivas travadas entre as duas facções e o barulho das transformações robóticas dos veículos.

Um demônio eficiente

É um demônio sedutor este Michael Bay. Primeiro, aparece arrependido dos erros do passado prometendo coisas fantásticas em seu novo projeto. Depois lança trailers excelentes explodindo a expectativa de muitos. Mas isso não me afetou desta vez. Minha decepção com “A Vingança dos Derrotados” foi tamanha que parei de acreditar nas mentiras do cineasta. Sua direção neste caso melhorou a ponto de conter as piadas abusivas do roteiro, mas pedir atuações e construção narrativa em um filme de Bay é o mesmo que pedir um Camaro SS para o Papai Noel.

Por ser um demônio, Bay sabe fazer uma coisa muito bem, talvez até seja o melhor nisso – atear fogo nas coisas. Depois de devastar Washington e as pirâmides de Gizé, o diretor resolve mandar Chicago pelos ares. Até que as explosões empolgam, mas depois de assistir a ducentésima quinta explosão, o espectador começa a cansar. As sequências de ação também são outro aspecto positivo do diretor. Com cenas extremamente complexas em sua realização, Bay prova que é possível fazer qualquer coisa no cinema. O segmento dos homens-esquilo voadores é uma prova disto. A cena recebe um tratamento mínimo de efeitos visuais. Aquilo que o espectador vê é totalmente real.

O cineasta orquestra cenas extremamente vertiginosas e belas de se ver causando uma hipnose assustadora. Seu cérebro literalmente desliga e é muito difícil tira-lo do modo automático tanto que tive que assistir ao filme duas vezes para entender algumas coisas. A escolha infeliz de manter as cores escuras dos Decepticons ainda prejudica a franquia. Consequentemente, os cenários sombrios e os robôs tornam-se uma coisa só deixando difícil compreender as pancadarias nervosas.

A edição de Bay é cheia de altos e baixos. Regularmente, o diretor usa cortes mais dramáticos e significativos. Por exemplo, a brilhante sequência de Laserbeak na casa de um comparsa. O truque eficiente da edição também se repete quando Chicago é sitiada. Porém as coisas boas param por aí. Mike sofre de TOC, pois transfere os planos em um ritmo que dificilmente chega aos cinco segundos. A montagem também é confusa e, algumas vezes, despreparada. Em uma cena, o espectador vê Sam e seus amigos falando que precisam chegar ao arranha-céu. Logo depois os homens-esquilo dão um baile aéreo. Após isso, Sam já chegou à torre. Resumindo, durante o clímax a edição dá saltos expressivos diversas vezes.

Bay também encontra oportunidade de reciclar tomadas de “A Ilha” na fantástica cena da rodovia. É impressionante notar que Mike ainda insiste em recursos amplamente explorados em seus filmes anteriores. O militarismo exacerbado e a angulação baixa das câmeras a fim de engrandecer os personagens ainda são traumas que Bay não conseguiu superar. Todavia, O diretor inova na introdução do filme colando várias imagens originais de noticiários de 1969 sobre a chegada do homem à Lua. Em outras imagens, adiciona um filtro televisivo para dar o ar retrô. A verdade é que o maior atrativo deste “Transformers” é o 3D. A partir deste ano, os filmes que utilizam este recurso serão divididos entre A.T. e D.T. (antes e depois de “Transformers”). Bay prova-se ser um verdadeiro gênio ao utilizar o efeito.

O diretor lança cacos, engrenagens, papel, sangue gráfico, Sam, balas, etc. na plateia que vai ao delírio com o efeito alucinante e cinético. Além disto, proporciona uma noção de profundidade muito inteligente e bem superior a de “Avatar”. Graças ao 3D estereoscópico, o diretor encontra um significado para seus slow motions deslocados. Desacelerando a imagem, dá a oportunidade de o espectador correr os olhos por toda a imagem e desfrutar de sua riqueza visual. Entretanto, o efeito pode causar dor de cabeça após o término da sessão graças à longa duração da fita. Isso também acontece porque seu olho muda, involuntariamente, a distância focal para deixar a imagem nítida a cada cinco segundos. Mike também arrisca com novos movimentos de câmera inspirados. Às vezes o diretor usa planos holandeses, já em outras prefere apresentar a imagem através da visão dos personagens com subjetivas interessantes.

O Lado Sombrio do Cinema

“Transformers: O Lado Oculto da Lua” funciona como uma lindíssima caixa vazia. A embalagem é fantástica, porém assim que o consumidor tenta vasculhar ávido por algo a mais em seu interior, não encontra nada. Com atuações medíocres, o filme ganha pela estética impecável. A diversão virá eventualmente, mas a enrolação das reviravoltas contidas no clímax consegue cansar até mesmo o espectador carregado a base de Duracell. As sequências de ação mantêm a megalomania característica do diretor e impressionam. A pancadaria metálica é garantida, mas a experiência disto não adicionará muita coisa em seu intelecto tornando o filme algo fugaz. Mesmo sabendo que ele é previsível, essencialmente chato e narrativamente fraco e ainda quiser conferir, faça um favor a si mesmo e assista em 3D no IMAX. O visual que já era belo fica incrível e o barulho infernal torna-se ensurdecedor, porém já ficou provado que a base de qualquer filme não é sua qualidade visual, mas sim seu roteiro. O efeito alucinógeno e a tontura vão embora a poucos minutos assim como a lembrança de algum diálogo interessante da fita. A recíproca é triste, mas verdadeira. A qualidade do filme começa a cair assim que o nome “Transformers” aparece na tela.

NOTA: 1.5/5.0

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Publicado em Críticas por Matheus Fragata. Marque Link Permanente.

Sobre Matheus Fragata

Formado em cinema pela UFSCar seguindo o sonho de me tornar Diretor de Fotografia. Sou apaixonado por filmes desde que nasci, além de ser fã inveterado do cinema silencioso e do grande mestre Hitchcock. Acredito no cinema contemporâneo, tenho fé em remakes e reboots, aposto em David Fincher e me divirto com as bobagens hollywoodianas. Tenho sonhos em 4K, coloridos e em preto e branco. Sempre me emociono com as histórias contadas por esta arte. Agora busco a oportunidade de emocionar alguém com as que tenho para contar

33 respostas em “Crítica: “Transformers: O Lado Oculto da Lua”

  1. Bom, não esperava que fosse alguma coisa diferente, afinal depois daquela sequência [?] “A Vingança dos Derrotados”, também desacreditei completamente no já desacreditado Michael “Master Exploder” Bay, e mesmo não assistindo o filme já sabia que não seria nada bom. Da mesma forma, já suspeitava [mentira, eu tinha certeza] de que a Rose Huntington-Whiteley seria deplorável; só tava na dúvida de ver se ela era melhorzinha ou se conseguiria ser pior que Megan Fox.
    Mesmo assim ainda assistirei no cinema, apesar de odiar o militarismo e patriotismo exacerbados de Bay que você comentou e de não poder conferir em 3-D [a maldita labirintite não me deixa usar óculos por mais de dez segundos].

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    • É Yuri, o 3D faz muita diferença sim. Mas como vc n pode assistir nesse formato, sinto muito pois a chatice será dobrada.
      Rose é bem fraca mesmo, não espere nada dessa moça. A pior parte é seu último diálogo.
      É chato saber que os Autobots nunca irão se mandar deste planeta! A Paramount já confirmou o quarto filme e está contratando Jason Statham para viver o protagonista. OMG, sai um ruim e entra um pior.
      Abraços!

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      • Jason Statham?! Cara, essa pra mim não foi a bomba da semana, foi a do mês inteiro! Escolha totalmente sem noção! E eu até já tava sabendo do reboot, inclusive que entre os candidatos a diretor o mais cotado é Roland Emmerich… que pessoalmente acho que é trocar seis por meia dúzia, afinal ele e Michael Bay sabem destruir, explodir, estraçalhar coisas como ninguém e têm a sensibilidade de uma pedra.

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        • Pra mim foi a bomba do ano. Tenho certeza que é o Emmerich que vai comandar o próximo projeto. Chamaram o Statham porque ele é o marido da Whiteley, então já viu a papagaida nessa história…
          Não duvido que a franquia continue completamente carente de atuações interessantes e de um roteiro razoável. O que importa é o lucro, e este filme já conseguiu US$ 400.000.000, 00 em apenas seis dias. Mike Bay é a nova máquina de fazer dinheiro de Holywood…

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    • Hahaha, eu sai com a cabeça lesada – tava muito cansado, afinal uma hora de pancadaria sem intervalo, nem os caras do UFC aguentam.
      Não achei o filme horrível como “Skyline”. Até que achei algumas partes divertidas e o filme é muito bonito. É como dizem né, nada consegue ser ruim por completo…

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  2. Só para avisar que comentários que desrespeitam os leitores e o autor do texto não serão aprovados. Comente com sabedoria. Dê sua réplica com educação.
    Não ofendi em momento algum os espectadores que gostaram do filme. Tenha a mesma consideração quando der seu depoimento.
    Grato,
    Matheus Fragata

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  3. Só comentário que favoreça o seu textinho? Fico imaginando… uns caras pra escreverem essas besteiras só podem ser virgens mesmo! Ficam aí decorando atores, personagens, comparando estilos, comparando mentes!

    Sabe quando vc vai conseguir fazer algo parecido? Nunca! Pq vc não tem imaginação!

    Nenhum filme de fantasia e ficção vc curte? Critica o que vc curte então! Deve ser “morro dos ventos uivantes” “Cinderela” … A pequena Sereia deve dar um texto enorme!

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    • Se o sr. desse uma olhada nos outros posts do blog, veria que aceito comentários construtivos que garantem uma boa discussão. Já recebi várias críticas negativas e positivas então não fale de quem o sr, não conhece.
      Eu gosto de filmes de ficção e sou fã do primeiro filme. Não odiei este novo “Transformers”, apenas o achei muito chato. Tem muita enrolação desnecessária até chegar no climax que já é cansativo por si só. Até mesmo o sr. tem que admitir que a hora final do filme é pura “encheção” de linguiça.
      Se o sr. acompanhasse o blog veria que só escrevo sobre as estreias que sairam na sexta daquela semana. Se eu criticasse apenas o que eu gosto, perderia o sentido ter um blog de críticas. Toda semana um filme com nota 5? Seria tão chato como este “Transformers”.
      À respeito da virgindade e não ter imaginação, creio que não devo resposta alguma a você para não continuar a discussão.
      E o tamanho dos meus textos é problema meu. Se o sr. não gostou, não leia. Simples assim.
      Obrigado. Ah, e só pra te avisar, “Cinderela” e “A Pequena Sereia” são filmes de fantasia e podem ser considerados também de ficção. Afinal é super normal encontrar sereias na rua ou abóboras que viram carruagens.

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  4. Pois é, eu concordo com vc, eu já não aguentava mais ficar no cinema, e via que as pessoas ao meu lado estavam impacientes, balançando a perna, e sem emoção nenhuma. PIOR FILME DE 2011.
    Um Lixo total, dinheiro jogado fora, arrependi.

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  5. ates de criticar tem que assistir não temos o direito de falar mal de um filme por causa do seu diretor eu assisti e aprovo o filme muita ação do começo ao fim porcaria de filmes são estes GULLIVER , BESOURO VERDE , SPEED RACER , WATCHMEN , ELO PERDIDO ETC ETC ETC…;:???

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    • Eu assisti ao filme, mas não acho uma coisa ruim ou não por causa do diretor. Como havia dito no texto, Michael Bay é melhor cara para fazer sequencias de ação, mas é ineficiente para regular o ritmo do filme e até mesmo o roteiro.
      Dos que você citou, só se salva “Watchmen” que também é interminável. O resto concordo com vc, é tudo lixo.

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  6. Finalmente uma análise coerente e coesa. Apontando pontos negativos e positivos como um todo, mesmo que haja prevalecimento de um ou outro.
    Parabéns ao escritor deste tópico. Excelente postagem.

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    • Obrigado, Ohai. Eu tentei ser o mais coerente e educado possível, mas tem um pessoal que não lê o texto e apenas vê a nota. Aí perdem a razão e começam a ofender. Achei várias coisas legais no filme. Obrigado novamente, fico feliz que vc tenha gostado.

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  7. É engraçado de ver como sempre encontramos gente estúpida como o Xilef que acha que todo mundo tem que idolatrar os filmes que ele gosta, isso sim é coisa de criancinha, fazer birra quando é contrariado… Só uma dica: cresça, amigo; se outras pessoas não compartilham da sua opinião você não tem o direito de espezinhá-las.
    Quanto ao filme, finalmente consegui assistir e achei uma bela porcaria. Tem seus momentos e os efeitos visuais são de tirar o fôlego [a cena do prédio caindo foi simplesmente sensacional], mas no geral achei um filme chato, enrolado, mal atuado por grande parte do elenco, com aquele ar de “já estive aqui, já fiz isso antes” e totalmente sem criatividade, porque conseguir deixar um enredo interessante sobre uma “guerra de robôs alienígenas baseada na Guerra Fria” desandar mostra uma grande falta de imaginação e uma incompetência fora do comum. Está milhas à frente de “A Vingança dos Derrotados”, mas ainda não faz jus ao bom primeiro filme.
    Como sempre, não vou dizer que não vale a pena assistir, afinal os defeitos de uns são as qualidades de outros, e o aspecto visual é sem dúvida uma obra de arte rara, daquela que vejo só em filmes como “Avatar”. Confira e tire suas próprias conclusões.
    Abraços.

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    • Obrigado pelo apoio, mas não se estresse com esses fãs cegos de amor por uma obra medíocre. Já estou acostumado com essas respostas “educadas” de certas pessoas. Quando tiver tempo, dê uma olhada nos comentários do “Sucker Punch”. É super engraçado.
      Pois é o que eu digo. Cada um interpreta de uma maneira. Tem gente que ama, outras odeiam.
      Eu também tive está impressão da atuação de alguns atores. Shia não inova em praticamente nada, mas continua engraçado. Kruger vacilou feio com um roteiro interessante como este. O início é perfeito, mas assim que o “Transformers” aparece na tela, a qualidade começa a cair.
      Bom, eu já suspeitava que você não fosse gostar, Yuri. Hahaha, mas é isso mesmo que você concluiu “Como sempre, não vou dizer que não vale a pena assistir, afinal os defeitos de uns são as qualidades de outros”.
      Abraços! Ah, Michael Bay está repensando se vai abandonar os Transformers para sempre. O que um cheque de meio bilhão de doláres não faz, né?

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      • Pois é, e tô achando ainda que Bay vai assinar o contrato, porque esse filme tá bombando nas bilheterias, vai passar os 840 milhões do 2º filme fácil, fácil, um motivo bem forte pra produtora querer ele na franquia.
        Eu achei mesmo o filme bem fraco no geral, podiam ter melhorado o roteiro que tem mais buracos que rodovia de interior [ainda mais tendo um material base tão rico como os desenhos, que eu sou fã] e feito mesmo um trabalho bem melhor na edição; além disso o destino de Megatron foi ridículo, achei que ele merecia um fim bem melhor do que aquele. Mas eu me diverti bastante com as cenas de ação [até começarem a ficar maçantes e repetitivas] e ri de algumas piadas [achei a do “Dinheiróvski” a melhor]. Acho que no fim é isso, o filme falhou pra mim por não ter uma estória coesa e ter umas boas falhas técnicas, mas os efeitos especiais são deslumbrantes [vale um Oscar fácil] e me prendeu por um bom tempo, isso eu não nego. E como li uma vez e guardo pra mim, “um filme bom é aquele que te diverte e te emociona; mas se consegue só um desses, já cumpre seu papel”.

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        • Eu esperava que fizessem algo parecido com o “x-Men: First Class”. Seria muito interessante saber os detalhes da guerra de Cybertron, mas o produtor disse que vai continuar a franquia, sem prólogos….
          Vários personagens tiveram um fim idiota. Ironhide, Starscream e Megatron foram os mais expressivos e Ironhide era um dos meus favoritos.
          Infelizmente, esse filme não diverte como deveria e não te emociona nem um pouco. Bay mantém o espectador afastado de sua obra com os efeitos visuais mirabolantes. É impossível se envolver com algo tão explosivo, instável e raso como este filme.

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  8. Eu ainda não vi o filme, mas concordo com a ótica de que o primeiro foi uma grata surpresa e o segundo filme foi cansativo… Acredito que é difícil partir para um terceiro roteiro nessas condições e criar algo bom, já que a parte do meio ficou abaixo do esperado, mas também acho louvável a idéia de fechar o arco, uma vez que vários projetos nessas condições morrem antes do desfecho e deixam os fãs na mão! Parabéns pelo texto!

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    • Sim, os melhores exemplos disto são ‘Eragon” e “A Bússula de Ouro”. Os dois foram um fracasso. Outro que renasceu das cinzas foi “Percy Jackson”. Mas creia que só deram continuidade para “Transformers” por causa dos bons lucros gerados tanto em bilheteria quanto em produtos licenciados. Se tivesse sido um fracasso, nosso amigo Optimus nunca chegaria a telona do IMAX. Obrigado, e fico feliz por ter gostado do texto!

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  9. Chorei litros com essa crítica. De tanto rir, claro. Eu já esperava que o filme fosse ruim, Michael simplesmente não tem mais o que explorar nesse filme além dos shows de explosões alucinógenas. Ainda assim, vou assistir o filme, é tenso criticar sem sequer ver a porcaria do filme.

    PS: 1,5, Mathew? Na crítica de Sucker Punch você disse que odiava dar essa nota xD

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  10. Matheus, você passou no Cinematrilha deixando um comentário. Retorno a visita para dizer que seu post está ótimo. Fico imaginando como se sairia após estudar cinema e aprender as manhãs da coisa, a linguagem cinematográfica de fato.
    De qualquer maneira, bom post e bom blog.
    Uma pergunta: deseja trocar links?

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  11. Eu não ia assistir o filme sabe, mas meus amigos me chamaram pra assistir, não tive como sair de fininho =(. Deu vontade de sair logo no meio do filme sabe, realmente não dá pra aguentar todos os diálogos são muito toscos. Esse filme chegou até a me ofender, sla.

    Ta ta, e depois escutar “esse foi o melhor filme que eu assisti” no final da seção…

    K.O

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  12. Transformers 3 é aquele típico filme que pra quem NÃO DÁ A MÍNIMA pra história vai achar o filme mais fodástico do ano, eu sei disso, pq um primo meu viu esse final de semana passado e achou o máximo, e tem que achar mesmo, se levar por esse lado, afinal os efeitos do filme são bem trabalhados, tem aquelas lutas legais de sempre, os seres humanos se aventurando lá no alto dos arranha-céus e caindo praticamente sem nenhum arranhão, e o bem sempre vencendo facilmente, com a solução clichê caindo como uma luva no momento de maior tensão do filme (Megatron e Sentinel tretarem e o Optimus sem um braço matar os 2 ? HAHAHAAHHA)
    Agora pra qm leva em conta a história, e como os fatos foram trabalhados, o filme eh uma put@ duma porcaria, o Megatron teria feito pacto com o Sentinel em um tempo que ele estaria congelado na Terra (oO) e um item que poderia trazer a restauração do planeta deles aparece apenas no terceiro filme, fazendo com que os ”itens principais” dos filmes anteriores se tornem patéticos em termos de importância. Pra quê ressuscitar o Optimus ou fazer o Fallen se tornar forte novamente através da porcaria da Matriz, sendo que com esse item magico de teletransporte feito por Chuck Norris Sentinel Prime, era só trazer eles do tempo que eles eram mais fodões pro tempo atual, mas nãããããããão, eles não sabiam de nada…
    E aqueles filmes que tem troca de atores semi-principais, por mais que os anteriores não sejam grande coisa, já não costuma dar certo, a Megan Fox eh uma pessima atriz, obvio, mas não dava pra tirar ela do filme e colocar outra nada ver com a história, não combina, e ainda ficar toda aquela melosidade chamando de ” meu anjo ” toda hora, as cenas do Sam e da Carly pareciam um filme adolescente, muito meloso pra um filme de ação…

    é isso, acho que a nota foi justa, se realmente o Shia não for participar do próximo Transformers, não vou nem me arriscar de gastar meu precioso dinheiro indo no cinema assistir, se com a namorada do protagonista mudando, eu já achei nada a ver, imagine com outro protagonista, se o Sam eh o ”único ser humano amigo do Optimus Prime” quem é que vai substituir o cara ? vão andar 20 anos no tempo e o filho dele vai ser o bola da vez ? sei lá eim..

    eh isso aê, comenta aê Matheus, e me dá um toque no Facebook lá.
    abraço.

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  13. É, Optimus realizou uma proeza destruir dois caras em uma cajadada só. Exatamente, parece que cada filme novo de “Transformers” tem o intuito de destruir o trabalho do filme anterior.
    A ligação entre eles é extremamente rasa e mal feita. Hahaha, Megan saiu da produção porque ela xingou o Michael Bay de nazista. E o Spielberg (judeu) não gostou nadinha disto.
    Mas é como dizem, né. Sai um ruim e entra um pior.
    Tão comentando que Jason Statham será o novo protagonista. E pelo jeito que as coisas estão rápidas, em 2013 teremos um novo fime. Pelo visto Bay volta para a direção.
    Abraços, meu amigo! Até o próx. comentário (:

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  14. vish mano, então, eu fiquei sabendo o bagulho da Megan, mas sei lá, já que vão substituir, coloca uma mulher famosa na parada mano, pqp, essa otra mó nada a ver, e em beleza ela toma uma varada da Megan.
    Porra, Jason Statham ? eu vi umas foto desse cara no google, nem conheço UAHEUAHUAE, mas nem vou ver o próximo então, nem adianta, só se por um milagre vier todo mundo dizer que o filme eh MUITO BOM pra eu gastar meu dinheiro indo ver, senão, esquece.
    abraços, não esquece de dedicar cilada.com pra mim quando fizer a crítica em xD

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    • Já vi que vc não vai esquecer desse “Cilada” hauhuaha. Não vou esquecer não, man!
      Pois é, tem gente que adorou o lábio meio deformado dela – mto sexy O.o
      Mas duvido que outra atriz famosa aceitasse o papel. E também não tem mta escolha. Era Amanda Seyfried, Kristen Stewart e Emma Stone (nunca iria participar).
      Jason Statham é o cara do “Carga Explosiva”, “Adrenalina” e “Mercenários”. Ele é bom nos papéis dele, mas já sabe, né? Ator de um papel só não sobrevive. Duvido que o próximo “Transformers” saia digno de 3.0/5.0. Vamos, Hollywood, me surpreenda.
      Abraços!

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  15. UAHEUHUAEHUAEHUAE eh então, os labios da mulher moh estranho, ela eh meio estranha, tinha hora que ela tava super gata, e tinha hora que ela parecia um garota comum..
    aquela cena do filme que ela fica olhando toda aquela destruição, a cara dela chega a ser patética tipo ”pqp, q cara que eu faço pra essa cena ficar boa ? eu não sei nada ;x”
    ah, eu ja vi esse cara nesses filmes, mas não conhecia ele por nome não, e olha que eu até que sei bastante nome de atores e atrizes, mesmo sem ver tanto filme.
    mas então tá, quero ver como que vão montar o atriz principal diferente, e montar a história nova, agora que o item que parecia ser o mais fodão do universo foi destruído, vão inventar mais o quê agora ? como que o Megatron vai ressuscitar dessa vez ? ele sempre ressuscita, e é sempre tão facil

    mas é isso ae, até o proximo transformers, que passou de transformar robôs em diversão, para robôs em lata velha.

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    • Cara, sua frase final foi simplesmente genial! Tinha mesmo umas horas que ela estava muito fotogênica, mas outras é melhor nem comentar. Eu não faço a miníma ideia sobra qual rumo o próximo filme vai tomar, mas não duvido que Megatron retorne.
      Abraços!

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  16. Primeiramente queria parabenizar-te pela brilhante texto critico supracitado, concordo absolutamente quando diz que o filme cansa…

    Esperei ansioso por algo ”de novo” e o que nos é proporcionado são apenas repetiçoes de uma velha estória cheia de falhas cronológicas incapazes de mudar (melhorar) nossa concepção a respeito da franquia!

    Mas tudo bem, fazer o que…

    So queria debader sobre 3 pontos crucias…
    1° – Pq não se decidem (os roteiristas, produtores e diretores) em criar um inicio criativo e unico para ” o começo de tudo”? chega de ”cubo, adaga não sei do q e pilares magicos” tá muito chato isso ai……
    2° – Estorinha pra boi dormir mais sem graça essa lutinha entre Megatron e o Optimus…
    3° – Pqp de guizo essa atriz a ” Rose Huntington-Whiteley” vai ser ruim lá nos quinto….poir q a atuação dela só a xuxa em ”Superxuxa contra o baixo astral”…. ridiculas…

    Bom, já disse o q tinha pra dizer, perdão aos fãs da xuxa mas naum deu pra segurar…kkk
    abraços e até o proximo ”Transformers-nôs em idiotas patriotas estadunidenses”

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