36 respostas em “Crítica: “A Árvore da Vida”

  1. Hahahahhaha, obrigado! Ficou sensacional o teu texto. Parabéns! Talvez o melhor do “Bastidores” até aqui. E, no fim, você deu nota 5. Ainda não terminei meu texto, pois fiquei doente – febre, cama – nos 2 últimos dias. Mas agora estou melhor. Posto em breve.

    Abs!

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    • Imagina, Otavio. Você merece! Muito obrigado, viu? Foi como escrevi uma hora dessas, “cada um com suas obras-primas, caro Terrence Malick!”
      Espero que melhore logo para postar seu texto. Estou ansioso!
      Abraços!

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  2. Que honra! Muito obrigado!

    E veja como são as coisas com esse filme: o nível de subjetividade é tão alto, que não tem como não ressaltar a genialidade de Malick, como você salienta no final. Como você sabe, o filme não me agradou como produto cinematográfico, embora seu texto traga elementos que exaltam a obra, merecidamente. Dentre esses pontos por você levantado, vou colocar coisas minhas:

    1 – Fiquei mais empolgado com o elenco infantil do que você. Embora não tenha salientado isso em meu texto, meu olhar para os pequenos teve bem mais alumbramentos…

    2 – A música do Desplat é realmente normal, num alinha não muito diferente do que ele apresentou nos últimos 5 anos… A música incidental é realmente uma revelação divina. “Lacrimosa”, mais do que qualquer outra, me meta por dentro. Esse cena, é de um poder impossível, quase.

    Eu gosto do Malick. Mas é interessante que onde eu vejo formalismo demasiado, você vê espaço de criação. Ou seja, nossa relação com a obra foi de fato muito oposta.

    Conversaremos a respeito…

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    • Imagine, Luiz. A honra foi minha em dedicar o texto a vc. Falei que vc não iria gostar da nota hehehe.
      Eu adorei o elenco das crianças, até chamei perfeita a atuação do garoto que interpreta Jack. Espero que nós tenhamos conversado bastante no sábado. Foi um prazer te conhecer!
      Abraços!

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  3. Você definiu muito bem o que é A Árvore da Vida no fim de seu texto imenso, rs. Uma obra de arte. Tudo é perfeito aqui – as luzes, o silêncio, as imagens, o argumento, a história. Malick conseguiu resumir existências em pouco mais de 2 horas por meio de imagens belíssimas conectadas ou não. E seu texto? Maravilhoso. Valeu a pena ler tudo, até acho que ele é melhor que o próprio filme. Realmente essa obra-prima de Malick tem um valor inestimável, mas achei alguns pontos que não me agradaram no resultado final. De um modo ou de outro, é um filme para se ver ao menos uma vez na vida e, assim, ver a vida retratada de forma completa no cinema.

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    • Ô, caro Gabriel! Eu adoro quando vc comenta por aqui. Fico extremamente feliz em saber que vc leu o texto inteiro. Haha, muito obrigado pelo elogio – gostei bastante. Exatamente, é como vc sabiamente escreveu “é um filme para se ver ao menos uma vez na vida”. O tema foi algo inédito, simples e muito agradável.
      Abraços!

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  4. Antes de tudo, gostaria de agradecer a menção feita ao meu nome. Fico honrado!

    The Tree of Life é o melhor filme, sam dúvidas, desta promissora década que se inicia que já conta com obras-primas como Cisne Negro e Bravura Indômita.
    É um filme perfeito em todos os aspectos. É impossível encontrar um defeito no filme. A dobradinha Malick/Lubezki é magistral e constrói uma das fotografia mais belas da história do Cinema.
    Uma obra-prima do diretor. Malick demonstrando como é gênio.
    Excelente crítica Matheus, continue assim.
    Abraços

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    • De nada, Thiago! Achei que vc merecia! Concordo contigo, “Árvore” esbanja qualidade e supera de longe várias obras que saíram este ano.
      A estética do longa é mesmo perfeita! Preciso conhecer os outros filmes de Malick para chama-lo de obra-prima, mas aposto que esse é o melhor filme dele.
      Muito obrigado, Thiago!
      Abraços!

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  5. Ok, não li o texto inteiro, admito. Mas também concordo que é um excelente filme, o melhor do ano por enquanto. Malick é genial e sua história pura e esteticamente soberba. Já ficou para a história. Abraços.

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  6. Puta merda Matheus, essa sua crítica aí põe qualquer tese de doutorado no chinelo, haha!.
    O chato é que não deu de assistir no cinema [não teve lançamento por aqui e nem vai ter =(] e na net só tem aquelas versões porcas gravadas com TekPix; provavelmente vou ver essa joça só daqui seis meses… Enfim, eu já tava ficando com o pé atrás com esse filme, eu tava vendo umas discussões muito bestas sobre ele de uns babacas que tavam se achando OS intelectuais por terem “entendido” a obra e chamando quem não gostou de ignorantes. Mas aí eu li a sua e algumas outras críticas que parecem ter entendido de verdade o filme, que não é algo intelectual ou “cerebral”, mas sim filosófico e emocional, e quem não gosta não é porque é burro ou imbecil e não entende de cinema [coisa mais ridícula pensar isso], mas porque não vê as coisas do mesmo jeito que o diretor. Agora é que eu vou conferir mesmo…
    Abraços.

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    • Aeee Yuri!!! Só consegui te responder agora, meu irmão! Minha vida está uma loucura, cara.
      TekPix foi épico mano hauhauhaua. Eu também estava suspeitando de “Árvore” tanto que logo depois da projeção não sabia qual nota dar hehehe.
      Então cara, li várias resenhas negativas e positivas a respeito do filme, mas quase sempre sentia uma grande petulância por parte do autor.
      Exato! É uma experiência psicológica, filosófica, religiosa e emocional. Entretanto, não gosto da maneira que esse pessoal está destratando o filme.
      Me avise quando vc conferir, mano!
      Abraços!!!

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      • Esquenta não, é assim mesmo, final do ano o negócio aperta mas acaba tudo certo!

        Pois é, eu consegui assistir o filme… E vou falar, não gostei muito não! Tipo, a parte do meio [dos 40 aos 120 minutos] foi incrível, ver como Jack crescia e se relacionava com tudo à sua volta foi sensacional; a fotografia é muito bonita e Brad Pitt e Jessica Chastain [fiquei apaixonadíssimo pela personagem dela] dão um show de atuação… Agora, os primeiros 40 minutos e os 20 minutos finais ficaram muito forçados pra mim, não senti nada além de frustração; acabei decepcionado por não ter conseguido gostar de “A Árvore da Vida”, daria um 2.5/5, bem no meio-termo; queria mesmo que ele tivesse me atingido como fez contigo e o pessoal, mas é assim mesmo…

        No mais, força aí Matheus, que logo passa essa loucura!
        Abraços!

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  7. Matheus, concordo com o 5/5, para mim o melhor do ano, sem dúvida, um filme grandioso, pretensioso e perfeito (até nas suas “faltas”).

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  8. Sua crítica está lindíssima. Sinto-me orgulhoso por dar aula para você e ao mesmo tempo chateado por não ter descoberto há mais tempo o seu talento. Como seria rica sua contribuição aos cineaulas que dei no começo do ano! Além disso, foi muito gostoso e enriquecedor ler o seu texto. Serviu para engrandecer meu final de semana. No sábado, vejo o filme. O impacto foi tão grande que sonhei com o clima dele. Acordo, leio o seu texto. Que vai ser de mim então depois dessas experiências?
    Entretanto (essa conjunção não é introdutora de depreciações, fique calmo), gostaria de lançar mais umas questões para sua análise. Em primeiro lugar, acho interessante lembrar que nossa civilização (judaico-cristã) realizou uma fratura que de certa forma foi um crime: nos separou da Natureza. Assim, o Deus masculino acabou se sobrepondo à Deusa feminina, a Natureza, a mãe, a criação. As duas divindades coexistiam no universo primitivo hebreu, mas uma acabou sendo subjugada e maledicentemente associada ao mal e à serpente ou a Eva (nas versões primitivas do mito de Adão e Eva não existia a serpente, a tentação veio de Eva mesmo). O resultado dessa fratura está em nossa relação predatória com o mundo, que erroneamente enxergarmos como um outro, sem perceber que somos uma coisa só. Lembra que Deus criou o homem para cuidar do jardim do Éden e para subjugar todos os seres? Eu comecei a lembrar isso tudo vendo A Árvore da Vida. Via no pai a imagem do Deus cristão, que nos fez à nossa imagem e semelhança (o próprio filho reconheceu que é muito parecido com o pai) – devemos subjugar a Natureza. Isso ficou mais nítido para mim no momento em que Mr O’Brien (é esse o nome?) subjuga sua esposa diante da pia da cozinha. E a mãe, subjugada, é a Deusa Natureza. Ainda assim, subjugada, ela continuava a amar, a gerar e cuidar da vida.
    Mas nessa mesma cena outra coisa me chamou a atenção. O conflito entre pai e mãe terminava num abraço. Há muito amor no filme. Os abraços e carícias são constantes entre todas as personagens. Até as coisas erradas que o pai fazia eram fruto do amor – ele queria o melhor para os filhos. Lembrei-me então da relação entre Deus e Adão no Velho Testamento. Há interpretações que dizem que o Homem foi criado para tirar Deus da solidão. Assim, quando Deus circulava no Éden, logo após Adão e Eva terem comido o fruto proibido, a pergunta do criador (“Adão, onde estás?”) é típica de um solitário carente. Então Mr O’Brien lembrava o Deus do Velho Testamento, o Deus criador, mas também o Deus amedrontador. Não é à toa que ele é criador, tem inúmeras patentes. Não é à toa que ele faz de seu filho jardineiro, assim como Deus fez de Adão o responsável pelo jardim do Éden.
    Mas voltemos às patentes. O que Mr. O’Brien ganhou com elas? Não obtém lucro e reconhecimento. Ao mesmo tempo, seu filho parece também não obter reconhecimento. Imagem e semelhança? Esse é outro ponto que o filme parece por em discussão. A relação entre pai e filho pode ser vista entre criador e criatura ou, mais amplamente, entre o homem e quem o criou. De fato, somos gratos ao fato de estarmos aqui? Olho para o céu agora pela janela do meu quarto, vejo as nuvens passando enquanto ouço Smetana, mas quando nos maravilhamos desse espetáculo que nos rodeia? Quando agradecemos o fato de fazermos parte dessa criação maravilhosa? Não valorizamos esse milagre que é estar aqui.
    Outro tema pode ser puxado dessa perspectiva. Há dois tipos de deus (e não estamos contentes com nenhum deles), o sempre presente, que controla tudo. É o que está em boa parte do Velho Testamento. É o Mr. O’Brien nos anos 50. O controlador, o terror, o sufocador. E o que gera em suas crias uma submissão cheia de crises de consciência. Não é isso que o cristianismo mais caturro gera – insegurança simbolizada nos ombros retraídos das crianças do filme? O outro deus é o ausente, que parece nem ouvir nossas preces. O nosso menino tem isso em mente: por que Deus permitiu o outro de se queimar? Por que Deus permitiu que o menino morresse afogado? Por que Deus não mata o meu pai? Onde está Deus? Parece ser essa uma questão muito forte e ao mesmo tempo muito latente no filme? Onde está Deus? Por que ele levou meu irmão aos 19 anos?
    Nesse ponto, entra o livro de Jó. Quem o homem pensa que é para questionar Deus? Se o filme fosse simplesmente por esse caminho, acho que seria ruim. No começo eu até cheguei a pensar que iria, como se fosse uma filmagem de A Cabana. Mas ele se mostrou algo mais do que isso. Há no filme a constante necessidade de elevação, porque esse parece ser o impulso básico da vida. É recorrente a ideia de subida – subir a escada apareceu várias vezes, subir pelo elevador, as árvores que apontam para o alto. Duas imagens que você postou aqui reforçam isso. A das árvores e a da espiral. E no yoga fala-se muito dessa espiral de elevação (kundalini). Isso me faz entender que a elevação não é simplesmente em aceitar Deus como Jó fez. Se fosse só isso, esse seria um filme cristão e, portanto, limitado. Ele fala de uma necessidade atual num mundo em que Deus parece estar ausente, morto ou sem comunicação conosco (ele não nos entende ou não o entendemos?). A nossa consciência precisa se elevar para um outro nível. O abraço parece indicar isso. Temos que nos unir. Adquirir noção que somos todas uma coisa só. A nova religião que está surgindo é isso. A consciência holística. O mesmo tema que apareceu em Avatar. Mas, olha que engraçado, o mesmo tema, mas tratado de formas diferentes. Em A Árvore da Vida a pegada é muito mais forte e sublime, a necessidade de elevação é estonteante. Ele te faz reavaliar a existência. Afinal, o que Jó deve ter entendido, nossos dramas nada significam diante dos mecanismos de funcionamento do universo. O que não significa que não tenhamos valor. Nós somos a maneira divina por meio da qual o universo toma conhecimento sobre si mesmo. Lembro uma frase de Carl Sagan – “we are a way to the cosmos to know itself”. É isso que fazia o menino do filme extremamente encantador para mim. Você percebeu como ele era curioso, olhava tudo, observava tudo.
    Enfim, gostaria de falar mais coisas, mas preferi pincelar apenas esses tópicos para não parecer chato e cansativo. Muito obrigado pelo prazer que você me proporcionou com sua crítica, muito rica e muito bem elaborada. Você conquistou um fã.

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  9. Matheus,

    Parabéns pela crítica, que também poderia ser chamada de ensaio. Também sofro do mal dos textos longos, por isso talvez não tenha feito ainda uma crítica do filme. Mas o texto está muito bom, as reflexões religiosas e psicológicas muito bem colocadas. Não tinha como ser diferente.

    Ao contrário de uma crítica, publiquei um registro de discussões que já tive sobre o filme. Idéias, algumas minhas outras não, que valem a pena serem registradas. Acho que você vai se interessar em ver:

    http://bodeproducoes.wordpress.com/2011/09/05/discutindo-a-arvore-da-vida/

    Com relação ao seu texto, coloco algumas divergências, apenas como prática de uma boa discussão:

    – Para mim, a mãe (Mrs. O’Brien) está muito mais para o superego, do que para o ego. O ego é o mediador, o “racional”, ela está mais para o moral, o correto, você não acha? Dentro da perspectiva psicológica, ela seria a personagem com o id reprimido e superego inflado, o contrário do pai. O ego não é necessariamente altruísta, ele também é pragmático e “egoísta”, apenas racionaliza.

    – No texto comento sobre a cena do dinossauro e, se você me permite, discordei de você (assim como do Pablo Villaça) no que diz respeito a ter sido um “ato misericordioso”. Para mim tem tudo haver com o conflito Natureza x Graça, e por isso existe mais de uma explicação (fico mais propenso a explicação natural). No texto detalho mais.

    – A composição das tomadas, com a câmera sempre baixa, rente ao chão, para mim tem haver com a visão do Jack (criança). O filme todo é visto pela sua “janela”. Também falo sobre isso no texto.

    Abraços,
    Bode

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    • Oi, Marcelo (prefiro te chamar pelo nome). Pois é, meu caro, me expressei mal no parágrafo de Mrs. O’Brien. Deveria ter dado mais atenção para a personagem, mas o que vc escreveu está corretíssimo. Cometi um leve equivoco ao dizer que ela é o ego perfeito. Com certeza o superego é a característica mais notável da personagem… Eu reli o texto e jurava que tinha escrito superego para defini-la. Foi um erro meu, peço desculpas aos leitores pela falta de atenção.
      A cena do dinossauro é extremamente complicada de interpretar. Se levarmos em conta que os raptores sempre caçavam em grupo, aquele pequeno dino deve ter ido desta para melhor. Preciso rever o filme. Hoje, minha capacidade de interpretação evoluiu bastante desde a época em que escrevi o texto. Eu li seu texto e fiquei espantado porque de primeira instância, minha visão era exatamente igual a sua. Entretanto, por algum motivo, mudei de opinião – a sua é tão válida quanto a minha, mas não me recordo se os raptores tinham um gosto culinário tão requintado.
      Malick gosta muito de trabalhar com essa câmera baixa. Sim, pode ser isso que vc apontou (muito mais interessante), mas creio que o diretor tinha a intenção de deixar o espectador sempre próximo dos personagens criando um forte laço entre as audiências com sua obra.
      Muito obrigado pelos elogios, caro. O texto, em questão, foi apenas um passatempo que resolvi escrever num dia chuvoso. Não era nenhum trabalho para nenhum curso hehehe. Ainda curso o terceiro ensino médio, mas estamos acabando essa fase tão hedionda da vida.
      Abraços, amigo! Espero ansiosamente seu retorno!!!!

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  10. Amigo,

    É um filme espetacular que dá espaço para várias interpretações. Que bom que coincidimos em algumas. Mais uma vez parabéns pela crítica. Vou ler a sua do Rei Leão, que tá na lista de pendências :).

    Abraços.

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  11. Essa foi a crítica/análise de “A Árvore da Vida” mais completa que eu já li. Acho que o filme entra no panteão das grandes obras-primas do cinema – ao lado de “2001” e “Fonte da Vida”, por exemplo – e é importantíssimo para nosso tempo. Tive análises diferentes de você em alguns momentos; acho que em alguns pontos, Malick fala da grandiosidade da Criação. A gente olha aquela longa sequência da construção da vida, do universo e tudo mais, e se pergunta qual a importância do drama familiar de um menino americano que sofre repressões como tantos outros, mas em contrapartida a câmera do diretor foca sempre nos olhos do menino, no rosto do garoto, em suas mãos e seus pés, que fica impossível não notar que ele é a obra mais importante de Deus – mesmo sendo, também, a mais desprezível. É um daqueles filmes para se ver várias vezes, a cada momento que você assiste você descobre algo novo, e isso é bem legal – quando nos últimos anos tivemos um filme forte e desafiador como este?
    Ah, sem falar que o filme nos revelou a Jessica Chanstain, né? Fiquei apaixonado pela atriz e estou ansioso para o lançamento nacional de “Vidas Cruzadas”, próximo filme com ela.
    Abraço!

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