Crítica: Guerra Civil 2 #2

Civil war 2Aviso: esta crítica contém uma análise da edição número 2 de Guerra Civil 2, lançada nos Estados Unidos em junho, portanto, haverão spoilers e detalhes da história sendo discutidos abaixo.

Após uma abertura de saga com uma edição de 56 páginas, Guerra Civil 2 edição 2 dá a impressão de ser significativamente curta. Com 24 páginas (o normal de uma publicação mensal) a leitura não deve tomar mais que alguns poucos minutos.

Seguindo as consequências de uma ação precipitada por parte de Carol Danvers que resultou na morte do Coronel James Rhodes, Tony Stark segue para a base dos Inumanos para sequestrar Ulysses. Ulysses, a mais nova adição dos Inumanos, é capaz de prever o futuro através de visões que ocorrem em momentos aleatórios e não controlados por ele. Este mais novo personagem da Casa das Ideias está sendo o pivô das animosidades entre Tony e Carol, animosidade esta que ainda deve gerar a prometida guerra civil e a consequente cisão (mais uma) dos heróis.

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Crítica: Guerras Secretas

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Aviso: A crítica abaixo não contém spoilers referentes à Guerras Secretas, porém alguns detalhes sobre a trama serão discutidos brevemente.

Em 2013 Jonathan Hickman assumiu as histórias de Vingadores e Novos Vingadores como roteirista. Para alinhar com a versão do Universo Marvel dos cinemas, a equipe formada era a mesma que a equipe das telas grandes: Homem de Ferro, Hulk, Capitão América, Viúva Negra, Thor e Gavião Arqueiro.

A ideia de Hickman era uma potencialização do mote “Um problema muito grande para ser resolvido por um herói sozinho”. Durante esse arco, nós vimos os Vingadores se unindo com vários outros heróis e aumentando sempre seu time para lidar com as piores ameaças possíveis do universo (e ao universo). Jonathan Hickman trouxe sua experiência em histórias de equipes trabalhando em títulos como Quarteto Fantástico, Guerreiros Secretos e Ultimates, sendo nomeado para um Harvey Award na série Quarteto. Ele trabalhou com artistas diversos muito capazes durante esse período, como Leinil Yu, Esad Ribic, Salvador Larroca e o brasileiro Mike Deodato.

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Crítica: Guerra Civil 2 #1

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Aviso: esta crítica contém uma análise da edição número 1 de Guerra Civil 2, lançada nos Estados Unidos em junho, portanto, haverão spoilers e detalhes da história sendo discutidos abaixo.

Em 2007, fomos agraciados com uma das melhores mega sagas da história recente da Marvel. Guerra Civil, escrita por Mark Millar e desenhada por Steve McNiven, chegou ao topo de sucessos de crítica e vendas, recebendo uma versão cinematográfica (mesmo que completamente diferente do material base) agora em maio deste ano.

Neste quadrinho de 2007, encontramos os personagens Tony Stark e Steve Rogers divididos sobre uma questão política se os heróis deveriam ou não revelar suas identidades secretas e servir ao governo. Uma saga que envolveu todos os personagens do Universo Marvel (com ausência dos X-Men, infelizmente) de forma íntima e particular. O tema era também algo que chamava a atenção por ser relevante com o período nos Estados Unidos. O quadrinho abordou muito a questão política e como as pessoas enxergavam os heróis. Não é à toa que o incidente mostrado no quadrinho como catalisador para o registro dos heróis era justamente um erro de um grupo de heróis inexperientes durante gravação de um reality show que detalhava a rotina dos mascarados.

Tendo em vista esses detalhes sobre a HQ de 2007 e como ela foi marcante dentro da Casa das Idéias, não estava gerando nenhuma expectativa para a “sequência” de Guerra Civil. Além de existir somente para angariar lucros com o filme de Guerra Civil no cinema, não enxerguei a Marvel preparando terreno para esta saga da mesma forma que preparou para a excelente Guerras Secretas do ano passado, que foi a conclusão do arco de histórias de 4 anos dos Vingadores e Novos Vingadores, escritas por Jonathan Hickman.

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