Crítica | A Era do Gelo: O Big Bang

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Após o retorno mitológico da turma de Procurando Nemo aos cinemas, também neste ano tivemos a volta da trupe Sid, Manny e Diego para as telonas. Porém, desde 2002, muita coisa mudou. Mesmo apresentando um encantador primeiro filme do qual carrego memorias afetivas queridas, não consigo negar que a saga foi perdendo notória qualidade, apesar do sopro de alívio que foi A Era do Gelo 3 após o péssimo segundo filme. As coisas saíram de seu rumo de vez com Carlos Saldanha fugindo do núcleo criativo. A Era do Gelo 4, mesmo divertido, era mais um exemplar de obra fraca e rapidamente esquecível. Este novo A Era do Gelo: O Big Bang não colabora muito para elevar a franquia para a qualidade de seu primeiro filme.

Scrat, em suas peregrinações rotineiras para encontrar o encaixe perfeito para sua noz, acaba ativando um disco voador congelado em um iceberg. Preso dentro da nave, o esquilo parte para o espaço. Sem saber controlar o dispositivo de modo apropriado, entra em colisão com diversos asteroides. Nisso, infelizmente, o maior de todos eles entra em rota de colisão com a Terra. Observando o gigantesco meteoro, Manny, Sid, Diego, Vovó, Crash, Eddie, Ellie, Shira, Amora, Julian e Buck partem para tentar resolver o problema que pode levar toda a vida no planeta para a extinção. Além dessa ameaça astronômica, Manny e Ellie são obrigados a lidar e conviver com seu genro e convencer Ellie a não se separar de sua família após o casamento com Julian. Fora isso, um bando de dino-aves persegue Buck atrapalhando o progresso do grupo até seu destino final.

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Crítica: Amizades Improváveis

 

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“Cuidar de alguém não se trata apenas de alimentar, vestir e limpar. Trata-se também de compreender como navegar na complicada relação entre aqueles que cuidam e aqueles que precisam de cuidados”. Assim somos apresentados a Amizades  Improváveis (no original “The Fundamentals of Caring”). A mais nova produção da Netflix é baseada na obra literária “The Revised Fundamentals of Caregiving”, de Jonathan Evison com a direção de Rob Burnett.

Ben, vivido por Paul Rudd, é um escritor que tem passado por dificuldades inimagináveis em sua vida: após perder seu filho, agora encara um divórcio e não quer de forma alguma assiná-lo. Então resta a ele se tornar um cuidador, como talvez não somente uma forma de redenção, mas uma nova forma de viver. Eis que somos apresentados a Trevor (Craig Roberts), seu primeiro cliente. O rapaz de vida sedentária logo troca farpas com o personagem de Rudd, mas quando ocorre o embate entre a aflição íntima dos personagens, Ben propõe que Trevor aceite partir em uma roadtrip em busca de visitar lugares nos quais onde ele ficou obcecado vendo em sua TV.

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Crítica: Batman vs Superman – A Origem da Justiça | Edição Definitiva

 

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Obs: contém spoilers

Fui um dos poucos que defendeu BvS com unhas e dentes desde a estreia do longa. Massacrado pela crítica e com recepção abaixo da esperada pelo público, Warner e Zack Snyder foram pegos de surpresa, afinal este longa era a maior aposta do estúdio para os lançamentos destinados ao verão americano. O negócio foi tão urgente que em questão de dias após a estreia, foram liberadas cenas deletadas que conferiam melhor entendimento para a narrativa do filme.

Pouco depois disso, já anunciaram que o polêmico filme receberia uma versão estendida contendo 30 minutos de cenas inéditas. Hoje, finalmente podemos conferir como Snyder havia pensado no longa por completo e, certamente, se trata de uma obra melhor. Entretanto, pontuo, no meu extenso texto no qual discorri sobre o longa, apontei que se tratava de uma obra diferente, que se tratava de um novo modelo de blockbuster que tinha sido germinado com Mad Max – um projeto menos arriscado do que os convencionais.

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Crítica: Procurando Dory

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É com plena certeza que afirmo que Procurando Nemo foi o filme que eu mais vi nos cinemas em toda a minha vida. Eu adorava a grandiosa jornada de Marlin e Dory pelos sete mares repletos de perigos a fim de encontrar seu filho perdido. Claro que mesmo contando uma história relativamente simples, só fui encontrar os verdadeiros brilhos da obra depois de certa idade. Ainda é um marco tecnológico e narrativo para a Pixar. Foi a primeira vez que a equipe abordou temas muito complicados como a morte, a deficiência e a depressão os moldando de modo leve e aprazível, repleto de carisma e fofura.

Com a compra da Pixar por parte da Disney, a política interna da empresa se alterou. Antes levando apenas projetos originais – com exceção de Toy Story 2¸ o prisma de negócios mudou com Carros 2 e Universidade Monstros indicando até mesmo uma crise criativa após uma leva significativa de filme razoáveis com exceção de Toy Story 3 e Divertida Mente. Agora, depois de treze anos, finalmente a produtora lança a tão aguardada sequência de Procurando Nemo. Mas Procurando Dory se aproxima mais da era de ouro do consagrado estúdio ou cai na safra chamada disneylizada da Pixar? Digamos que é um misto (quase) perfeito desses dois mundos.

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Por que os blockbusters dos anos 1990 eram melhores que os de hoje?

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O que mudou no cinema de ponta de Hollywood, naquilo que a indústria faz de realmente melhor (ou ao menos aquilo que é virtualmente impossível de ser igualado por qualquer outra cinematografia), entre a última década do século passado e os dias de hoje?

Bem, os filmes converteram-se de puramente físico-químicos (no suporte) e mecânicos (na encenação) para predominantemente digitais na captação e mesmo na composição (ao menos em se tratando das grandes produções de Hollywood). As imagens em geral têm um aspecto menos orgânico e muitas cenas assemelham-se àquelas também encontradas em videogames: façanhas que deveriam ser atingidas fisicamente hoje podem ser vencidas de uma sala com ar condicionado.

Blockbusters continuam muito caros e a expectativa a respeito de seu desempenho de bilheteria cresce a cada temporada. Por outro lado, hoje há uma variedade de janelas e mercados a serem explorados que não havia antigamente.

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Crítica: Uma Aventura LEGO

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Chris Miller e Phil Lord conseguiram uma façanha inestimável mais uma vez. Após terem dirigido dois filmes que considero ótimos e que facilmente se enquadram nas listas de melhores do ano – “Anjos da Lei” e “Tá Chovendo Hambúrguer”. Agora, atingiram o estado de obra-prima. Vocês vão falar que é um absurdo, mas, para mim, é a mais pura verdade. “Uma Aventura LEGO”, que estreia nessa sexta-feira junto com “Trapaça”, é uma das melhores animações da última década superando até mesmo algumas animações de estúdios muito conceituados como Pixar, Disney e Dream Works.

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